Previdência: entenda os direitos de quem está perto de se aposentar

Se aprovada, reforma que tramita no Congresso ameaça estabilidade de trabalhadores que estão perto de se aposentar

Plenário do SenadoMarcos Oliveira/Senado

atualizado 07/10/2019 12:55

A reforma da Previdência aprovada em primeiro turno no Senado mantém a possibilidade de o trabalhador se aposentar sem idade mínima. No entanto, essa regra só vale para aqueles que estão a, no máximo, dois anos de preencher os requisitos do benefício. O restante, por sua vez, deverá respeitar a norma. As informações são do jornal Agora.

Para usufruir da vantagem, o trabalhador precisará aumentar o tempo de contribuição em 50% do período restante para alcançar período de recolhimento de 30 anos para mulheres e de 35 para os homens.

Se um trabalhador precisa de um ano para se aposentar nas regras atuais, com a reforma, haverá a exigência de mais seis meses. Assim, ele deverá trabalhar por mais um ano e meio.

A exigência, chamada de pedágio, pode atrasar a aposentadoria desses trabalhadores em até um ano. É o caso de quem precisa de dois anos para se aposentar nas regras atuais. Pela necessidade de aumentar o tempo de contribuição em 50%, a pessoa terá que trabalhar mais 36 meses.

Um dos efeitos colaterais dessa mudança pode recair sobre trabalhadores que estão dentro do período de estabilidade da pré-aposentadoria. A garantia de permanência é estabelecida em convenções coletivas de diversas categorias.

Ao ter de cumprir o pedágio (tempo a mais de contribuição), a pessoa pode perder a estabilidade no emprego. Isso acarretaria um problema maior, pois o trabalhador precisaria arranjar um novo posto para cumprir o tempo restante ou procurar outras regras.

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