Preços dos imóveis no Brasil têm alta de 3,67% em 2020. DF lidera ranking

Alta registrada em 2020 foi a primeira dos últimos quatro anos. Dados são do índice FipeZap publicados nesta terça-feira (5/1)

atualizado 05/01/2021 9:47

Divulgação

Os preços de imóveis residenciais no país registraram alta nominal (sem descontar a inflação) de 3,67% em 2020. Esse é o primeiro crescimento registrado nos últimos quatro anos.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5/1) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os números fazem parte do índice FipeZap. Leia aqui a íntegra do boletim.

Em 2017, o indicador apontou queda de 0,53% e em 2018, de 0,21%. Já em 2019, os preços se mantiveram estáveis. Veja os dados dos últimos 11 anos:

  • 2009: +21,13%
  • 2010: +26,86%
  • 2011: +26,32%
  • 2012: +13,03%
  • 2013: +13,74%
  • 2014: +6,70%
  • 2015: +1,32%
  • 2016: +0,57%
  • 2017: -0,53%
  • 2018: -0,21%
  • 2019: +0,00%
  • 2020: +3,67%

Apesar da alta registrada no ano passado, contudo, o crescimento deverá ficar abaixo da inflação do período, o que representa uma queda real nos preços médios de venda de imóveis.

Pesquisa Focus divulgada nessa segunda-feira (4/1) prevê que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2020 em 4,38%.

“Na comparação entre a variação acumulada do índice FipeZap e a inflação esperada, a expectativa é que o preço médio de venda encerre o período com queda real de 0,68%”, explica a fundação.

Com exceção de Recife (PE), onde o preço médio de venda residencial apresentou queda de 0,38% no ano, todas as capitais monitoradas pelo indicador registraram avanço em 2020.

Brasília lidera o ranking das capitais, com alta de 9,13% em 2020. Em dezembro, o preço médio do metro quadrado foi de R$ 7.985.

Em seguida, aparecem Manaus (+8,76%), Curitiba (+8,10%), Maceió (+7,90%), Vitória (+7,49%), Florianópolis (+7,02%) e Campo Grande (+5,91%).

Por sua vez, em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), os preços médios de venda do segmento residencial encerraram o ano com altas acumuladas de 3,79% e 1,60%, respectivamente.

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