Passagens aéreas sobem 10,42% e são as “vilãs” da inflação de janeiro

Em janeiro, a inflação desacelerou em comparação a dezembro e subiu a 0,16%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA é de 4,56%

atualizado

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Movimentaçao de passageiros no aeroporto JK em Brasília - metrópoles
1 de 1 Movimentaçao de passageiros no aeroporto JK em Brasília - metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Os preços das passagens aéreas subiram 10,42% em janeiro e exerceram forte impacto no grupo dos Transportes (1,30%), que teve maior variação positiva na inflação do mês passado.

É o que mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país —, divulgado nesta terça-feira (11/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação desacelerou em janeiro e registrou alta de 0,16% — um recuo de 0,36 ponto percentual em comparação a dezembro de 2024 (0,52%). Com isso, o Brasil tem inflação acumulada de 4,56% — ainda acima do teto da meta para este ano, que é de 4,50%.


O que é IPCA

  • Refletindo o custo de vida e o poder de compra do cidadão brasileiro, o IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE.
  • O IPCA é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
  • O IPCA tem por meta pesquisar dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

Transportes seguem em alta

Segundo o IBGE, o grupo dos Transportes avançou 1,30% em janeiro. Em termos de impacto na inflação geral do primeiro mês de 2025, exerceu influência de 0,27 ponto percentual no índice geral.

O resultado do grupo foi influenciado pelo aumento nos preços das passagens aéreas (10,42%) e do ônibus urbano (3,84%).

Também foi registrado alta nos preços do táxi (1,83%) devido aos reajustes de 7,83% no Rio de Janeiro e de 4,79% em Salvador. Em São Paulo, os aumentos foram de 3% no trem e no metrô, em razão do reajuste de 4% nas passagens a partir de 6 de janeiro.

No caso dos combustíveis, que avançaram 0,75% no mês passado, houve aumento nos preços do etanol (1,82%), do óleo diesel (0,97%), da gasolina (0,61%) e do gás veicular (0,43%) em janeiro.

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