“O cartão vermelho não foi para mim”, diz Guedes após reunião com Bolsonaro

Ministro da Economia foi chamado às pressas para uma reunião com o presidente, após reações negativas à hipótese de congelar aposentadorias

atualizado 15/09/2020 14:11

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no início da tarde desta terça-feira (15/9) que o “cartão vermelho” levantado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em bronca dada pela manhã via Twitter não foi para ele. O ministro, no entanto, não esclareceu quem seria o personagem na mira da expulsão.

“O cartão vermelho não foi para mim. Nós conversamos sobre as notícias dos jornais hoje de manhã”, disse Guedes, no início desta tarde, em videoconferência realizada com a Telecomunicações do Brasil.

Incomodado com a repercussão negativa do tema, Bolsonaro disse que vai levantar um “cartão vermelho” para integrantes do governo federal que propuserem congelar aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Sem citar nominalmente o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, que defendeu a ideia publicamente nessa segunda-feira (14/9), o presidente disse que “quem porventura vir a propor para mim uma medida como essa, só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”.

O recado foi publicado nesta manhã em uma rede social. Bolsonaro apresentou as manchetes de alguns jornais do país que publicaram a proposta da equipe econômica de congelar a aposentadoria e disse não querer mais ouvir falar em Renda Brasil até 2022.

“É gente que não tem o mínimo de coração, o mínimo de entendimento para com os aposentados do Brasil”, disse. “Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado desse assunto, mas por parte do governo jamais vamos congelar salários de aposentados.”

O Metrópoles procurou o Ministério da Economia para saber se o secretário Waldery Rodrigues segue no governo federal, mas a pasta não se manifestou. O espaço continua aberto.

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