Nível histórico: Ibovespa rompe os 100 mil pontos pela primeira vez

O índice futuro da Bolsa superou pela primeira vez o nível histórico de pontuação; índices de Nova York também bateram máximas

Rafael Matsunaga/ (Arquivo) – WikipédiaRafael Matsunaga/ (Arquivo) – Wikipédia

atualizado 18/03/2019 12:43

Os mercados domésticos mostram tranquilidade na manhã desta segunda-feira (18/3) com o dólar em leve baixa em relação ao real, alinhado ao movimento ante outras moedas, e Bolsa em alta moderada, enquanto os juros futuros rondam a estabilidade, em meio ao humor predominantemente positivo no exterior. O índice futuro do Ibovespa superou há pouco, pela primeira vez, o nível histórico dos 100 mil pontos, após os índices de Nova York baterem máximas.

Na última hora, no entanto, dólar e juros renovaram as máximas e tiveram máximas pontuais diante das críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à reforma da Previdência. Maia defendeu a reforma, mas criticou dois pontos da PEC enviada pelo governo: em relação às mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, durante discurso em seminário no Rio.

Também na manhã desta segunda-feira, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), afirmou que o mais “executável” é que a Nova Previdência seja votada no colegiado por volta do dia 3 de abril. “Eu já havia dito que a data mais otimista seria dia 28 (março), mas já previa alguns percalços”, disse ao Estadão/Broadcast. Francischini deve indicar o relator da reforma no colegiado ainda nesta semana, logo após o envio da proposta pelos militares ao Congresso. “Farei na quarta, dependendo do horário ou na quinta”, afirmou.

Às 11h25, o Ibovespa subia 0,41%, aos 99.543,52 pontos. O Dow Jones subia 0,06%, o S&P500 tinha alta de 0,36% e o Nasdaq avançava 0,49%. A Bolsa de Londres subia 0,79%. O dólar à vista caía 0,27%, a R$ 3,8104. O DI para janeiro de 2021, o mais negociado, estava em 6,97%, mesma taxa do ajuste anterior.

Em Wall Street, as ações de montadoras avançam, impulsionadas pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a General Motors (GM) e a central sindical norte-americana de metalúrgicos, conhecida como UAW, deveriam iniciar conversas sobre planos da montadora de fechar uma fábrica em Lordstown (Ohio) agora, e não apenas em setembro ou outubro, como está previsto.

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