MPF quer que banco BNY Mello devolva R$ 8,2 bilhões ao Postalis
Para MPF, administradora é responsável pelo prejuízo bilionário que prejudicou mais de 130 mil participantes do fundo de pensão dos Correios

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo abriu, nesta quinta-feira (18/1), processo contra a unidade brasileira do banco norte-americano BNY Mellon, para ressarcimento de R$ 8,2 bilhões em prejuízos causados ao fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis. O autor do processo é o procurador da República Luiz Costa.
Segundo informações do MPF, como único administrador financeiro dos recursos da entidade, o BNY Mellon praticou atos irregulares que prejudicaram o patrimônio do Postalis e obrigaram os participantes a arcar com uma contribuição extraordinária de 25,98% (além da ordinária, de 9%) durante 180 meses.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasSegundo os procuradores, ao longo dos últimos anos, apurações da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), responsável pela fiscalização de entidades de Previdência privada, resultaram em autuações contra o Postalis que apontam a responsabilidade do banco BNY Mellon pelos prejuízos. Ao descumprir diversas regras da legislação vigente, a empresa prejudicou a instituição, conforme detectou a averiguação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSão diversos os problemas enfrentados pelo Postalis, como os empréstimos feitos a empresas e já vencidos, incluindo entidades citadas na CPI dos Fundos de Pensão – por exemplo, a construtora Conspar. (Com informações do Ministério Público Federal)



