MPF instaura procedimento para acompanhar saída da Ford do Brasil

Informações colhidas poderão subsidiar eventuais ações. Fechamento das fábricas deve ocasionar a demissão de 5 mil funcionários

atualizado 13/01/2021 17:20

Assembleia de trabalhadores da Ford, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, que acontece na câmara Municipal da cidade, nesta quarta-feira (13). Após anos de perdas, agravadas pelo cenário de pandemia, a Ford anunciou na última segunda-feira (11) o fechamento de suas fábricas no Brasil, mais precisamente as operações nas plantas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller (em Horizonte, CE) ainda em 2021.Fábio Vieira/Metrópoles

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da 3ª Câmara de Consumidor e Ordem Econômica (3CCR), instaurou procedimento administrativo para acompanhar os impactos socioeconômicos e concorrenciais diante do fechamento das fábricas da Ford no país.

O procedimento tem por objetivo coletar e sistematizar dados e informações que servirão de subsídios para eventuais ações no âmbito do MPF.

A medida foi tomada depois do anúncio feito pela empresa Ford, na última segunda-feira (11/1), no qual comunicou o encerramento da produção de veículos nas fábricas do Brasil, situadas nos municípios de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Com o fechamento das fábricas, cerca de 5 mil funcionários serão demitidos.

De acordo com o coordenador da 3CCR, o subprocurador-geral da República Luiz Augusto Santos, o fim das atividades de fabricação de veículos no Brasil pode gerar prejuízos ao setor industrial, com impactos “capazes de provocar a redução dos níveis de renda e emprego nacionais, afetando negativamente a economia, além da potencial repercussão no nível concorrencial do mercado de veículos”.

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