Ministro pede para que congresso colabore para não haver menos receita
Dyogo fez uma referência as tentativas de desfigurar o Refis e adiar a reoneração da folha de pagamento para o próximo ano

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, voltou a fazer um apelo para que o Congresso Nacional colabore com a aprovação das reformas propostas pelo governo, mas, principalmente, que não aprove medidas que reduzam as receitas da União – em referência a tentativas de desfigurar o Refis e adiar a reoneração da folha de pagamento para o próximo ano. “É muito importante que não tenhamos novas frustrações de receitas em virtude de alterações legislativas”, disse o ministro nesta sexta-feira (21/7).

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Ver todasO ministro alertou ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) obrigará a equipe econômica a recomendar que o presidente Michel Temer vete qualquer alteração no projeto do Refis que implique em perda de receitas. “Já no caso da reoneração da folha, há decisões judiciais que forçaram à redução da estimativa de arrecadação”, contrapôs.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNesta sexta, Dyogo Oliveira também detalhou que a perda de receita verificada no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pela manhã, de R$ 34,5 bilhões, ocorreu pelas frustrações tanto no recolhimento de impostos quanto em programas do governo pela recuperação de receitas. Mas, com um pequeno ganho com arrecadação da Previdência, a redução líquida na projeção de recursos seria de R$ 32,184 bilhões.
Por outro lado, o governo acrescentou previsões de receitas extraordinárias com o resgate de precatórios, o novo Refis e o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Somadas, as três medidas podem compensar R$ 26,393 bilhões dessas perdas. Com isso, a redução final da estimativa de receitas no relatório foi de R$ 5,790 bilhões.
Credibilidade
O ministro também disse que as medidas de contingenciamento adicional de despesas e de aumento de impostos nos combustíveis não devem ter impacto significativo nas projeções para o crescimento da economia em 2017. “Tanto que mantivemos a expectativa de alta do PIB em 0,5% este ano. A não adoção de medidas derrubaria a credibilidade da política econômica, e isso sim teria impacto no crescimento”, afirmou.
Questionado pela imprensa, o ministro não informou a estimativa do impacto do aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis para a arrecadação de 2018. “Esse impacto virá no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018, que será divulgado em agosto”, respondeu.
Durante a coletiva, o ministro insistiu que o governo tem feito o possível para conter as despesas discricionárias e repetiu que a despesa que cresce de maneira destoante é a da Previdência – que reponde por 57% do gasto federal.



