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Economia

Ministro defende Angra 3, mas diz que Eletronuclear "não dá segurança"

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a conclusão das obras na usina nuclear de Angra 3 requer quase R$ 20 bilhões

18/02/2025 13:18, atualizado 18/02/2025 13:34
Ricardo Funari/Brazil Photos/LightRocket via Getty Images
Usina Nuclear de Angra 3 em Angra dos reis, Rio de Janeiro - Metrópoles

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, voltou a defender, nesta terça-feira (18/2), o retorno das obras na usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro, apenas se a Eletronuclear seja “remodelada completamente”.

“Defendo a continuidade da obra de Angra 3 (…), com uma ressalva de que a Eletronuclear seja remodelada completamente para que ela seja uma empresa com musculatura suficiente a dar transparência e eficiência à gestão da obra”, defendeu o ministro após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

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Para Silveira, a Eletronuclear não é uma empresa que “dá segurança para executar uma obra desse porte”. Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) trabalham para modenizá-la.

Obras em Angra 3

Iniciada em 1981, a construção de Angra 3 não avançou muito desde lá e precisou ser paralisada várias vezes devido aos custos com as obras. Até o momento, apenas 65% do trabalho foi concluído.

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Como o Conselho não chegou a uma decisão, o veredito sobre a continuidade das obras na usina nuclear de Angra 3 deve ser tomado na próxima reunião do CNPE, ainda sem data marcada.

De acordo com o MME, a conclusão da usina requer quase R$ 20 bilhões.

Silveira destacou o grande custo para armazenar os equipamentos de construção da usina nuclear. De acordo com o ministro, esse processo custa R$ 200 milhões por ano aos consumidores brasileiros.