Mesmo com PIB no vermelho, economia “está em pé de novo”, diz Guedes

PIB registrou, na quinta-feira (2/12), o segundo trimestre seguido no vermelho, condição que coloca o país em recessão técnica

atualizado 03/12/2021 13:35

Paulo Guedes em evento do CBICGuilherme Kardel/Ascom CBIC

Mesmo após a economia brasileira registrar recuo de 0,1% no terceiro trimestre de 2021, o ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou o desempenho fiscal do país. Segundo Guedes, a economia está “em pé de novo” e o Brasil “não está mais no caminho da Venezuela“.

As declarações ocorreram nesta sexta-feira (3/12) durante encontro anual da indústria química.

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Um dia antes, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) teve o segundo trimestre seguido no vermelho – condição que coloca o país em recessão técnica. Apesar disso, Guedes mantém o discurso de que o Brasil se recuperou em “V”  e que o crescimento é “inevitável”.

“Senhores, recuperação em V já ocorreu. Acabou. Recuperação cíclica já aconteceu. Saímos do fundo do poço, e a economia está em pé de novo. Vamos falar de crescimento, que é inevitável”, afirmou.

Guedes disse ainda que não é um ufanista e que as previsões do ângulo dos financistas é de queda porque é baseada na curva de juros, que está em alta.

“Mas o importante não é a previsão, é a coisa certa. E estamos fazendo o melhor possível (…) O Brasil não está mais no caminho da miséria. O Brasil está no caminho da prosperidade. O Brasil não está mais no caminho da Venezuela”, comentou.

O chefe da pasta econômica também destacou que a taxa de investimento no país alcançou 19,4% do PIB, mesmo patamar do começo da década passada. Mais uma vez, creditou o recuo de 0,1% da economia ao tombo de 8% na agropecuária.

“Não estou prevendo o crescimento do ano que vem, estou colocando um certo ceticismo nessas previsões de queda do PIB. Eu estou questionando isso porque é verdade que a subida de juros desacelera investimento. Mas também é verdade que o investimento de 20% do PIB é um sinal de bom crescimento”, assinalou.

“Isso se dissipa em quatro meses. É igual a Brumadinho. Sai um PIB negativo, quando você vai olhar, a agricultura desabou 8% por causa de mau tempo, um acaso. Os críticos de sempre aparecem e dizem que acabou o crescimento”, concluiu o ministro.

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