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Economia

Marinho minimiza mudança da Taurus aos EUA: "Queremos vender amor"

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal "não faz muita questão de vender armas"

21/08/2025 09:10, atualizado 21/08/2025 17:09
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fala com a imprensa após reunião com representantes de entidades trabalhistas e patronais - Metrópoles

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou, nesta quinta-feira (21/8), que o governo federal “não faz muita questão de vender armas“, após a fabricante Taurus decidir transferir a linha de montagem do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos. A mudança ocorre em meio ao tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras.

“Essa empresa [Taurus] vai voltar para os Estados Unidos. É uma equação resolvida, e nós não fazemos muita questão de vender armas”, declarou Marinho durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O ministro destacou que “queremos vender amor, carinho, solidariedade, alimento, acabar com a fome. Acabar com essa situação de violência. Têm questões que vão se ajustando naturalmente”.

A Taurus é a maior fabricante brasileira de armas de fogo e uma das maiores do mundo. A companhia exporta cerca de 80% de toda sua produção em São Leopoldo (RS) para os EUA. Atualmente, a Tauros conta com três unidades de produção, além da sede no Rio Grande do Sul, há duas no exterior (Estados Unidos e Índia).

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O ministro também citou que a estratégia do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, é atrair empresas de volta aos Estados Unidos. Ele também defendeu que o Brasil reduza a dependência comercial dos EUA, que hoje concentra 12% das exportações nacionais, e amplie a presença em novos mercados internacionais.

Plano de contingência contra tarifaço

O governo federal anunciou, na última quarta-feira (13/8), o plano de contingência para enfrentar o tarifaço de 50%. A medida provisória — ou seja, passa a valer imediatamente — traz, entre outros pontos, a concessão de linhas de crédito para pequenos produtores que forem afetados pela imposição de tarifas unilaterais, com um pacote de socorro de R$ 30 bilhões.