Major Olímpio: segundo turno da Previdência deve ficar para o dia 22

A viagem de senadores para o Vaticano e a falta de entendimento sobre divisão de recursos de leilão do pré-sal adiaram análise no Senado

Marcos Oliveira/Agência SenadoMarcos Oliveira/Agência Senado

atualizado 07/10/2019 14:00

O senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do partido do presidente Jair Bolsonaro no Senado, disse nesta segunda-feira (07/10/2019) que talvez a Casa consiga votar o segundo turno da reforma da Previdência apenas no dia 22 de outubro.

Em evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, ele afirmou que o Senado poderia tentar votar o projeto no dia 15 deste mês, mas que para isso os senadores que viajarão para o Vaticano nesta semana, para acompanhar a canonização da Irmã Dulce, precisariam voltar ao Brasil na próxima segunda-feira (14/10/2019).

“Meus colegas senadores estão querendo colocar situações para discutir e para protelar a reforma”, disse Major Olímpio, em referência ao impasse em torno da divisão dos recursos do leilão do pré-sal entre estados e municípios.

Na semana passada, os senadores reduziram em R$ 76,4 bilhões a economia prevista com a reforma em 10 anos com a derrubada de mudanças no pagamento do abono salarial durante a votação dos destaques ao projeto, depois da aprovação do texto-base em primeiro turno no Senado.

“Temos esse impasse neste momento. A Câmara não aceita o que nós votamos [sobre a divisão dos recursos do leilão], e nós não aceitamos o que a Câmara quer fazer. Queremos que o Executivo mande uma medida provisória”, defendeu o senador.

Major Olímpio lembrou que a previsão inicial era que a reforma da Previdência fosse votada em segundo turno no Senado no dia 10 de outubro, mas afirmou que, “em determinado momento, houve um entendimento de vários senadores e bancadas de que era o momento de pressionarem para conseguir alguns pleitos individuais”.

O senador defendeu a inclusão de estados e municípios na reforma por meio da PEC paralela, que tramita no Senado. “A Câmara não quis [manter estados e municípios] e uma das razões é que no ano que vem tem eleição. Fazer mudanças previdenciárias é uma coisa árida, não dá voto, mas é necessária”, afirmou.

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