Lucro da Caixa Econômica sobe 23% e chega a R$ 3,9 bilhões

O resultado bruto atingiu R$ 9,6 bilhões no primeiro trimestre de 2019, evolução de 10,6% em 12 meses

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 24/06/2019 12:10

A Caixa registrou no primeiro trimestre deste ano lucro líquido contábil de R$ 3,9 bilhões, crescimento de 22,9% em 12 meses. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24/06/2019).

O resultado bruto atingiu R$ 9,6 bilhões no primeiro trimestre de 2019, evolução de 10,6% em 12 meses, influenciado, principalmente, pela redução de 24,4% nas despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa.

“A margem financeira se manteve estável no período devido ao recuo das receitas de crédito em razão do menor saldo da carteira e pelo crescimento do resultado com TVM e Derivativos”, explica o banco, em comunicado.

As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa totalizaram R$ 2,8 bilhões no período, redução de 24,4% em 12 meses, reflexo do recuo de R$ 14,4 bilhões na carteira de crédito e pela mudança da composição, mais concentrada em créditos de baixo risco.

As receitas com prestação de serviços aumentaram 2,3% em 12 meses, chegando a R$ 6,5 bilhões até março de 2019, influenciadas pelo aumento de 19,8% nas receitas de serviços com fundos de investimento e 8,5% nas receitas de convênios e cobrança bancária.

As despesas administrativas apresentaram redução de R$ 849,3 milhões em comparação com o último trimestre de 2018, em linha com o realinhamento estratégico de diminuir em R$ 3 bilhões em despesas no biênio 2019-2020.

Entre outras ações de economia estão previstas a devolução de 77 prédios comerciais usados pela Caixa no país, que devem proporcionar uma economia estimada de R$ 200 milhões por ano.

Além disso, está aberto novo PDV — Programa de Desligamento Voluntário, com público alvo de 3,5 mil empregados. A estimativa é que o programa gere economia anual de R$ 716,1 milhões com o payback em 16 meses.

Com esses resultados, o Índice de Eficiência Operacional alcançou 48% em 12 meses, leve crescimento de 0,4 p.p. O índice de cobertura das despesas administrativas evoluiu 2,5 p.p. e atingiu 79,4%, e o índice de cobertura das despesas de pessoal totalizou 123,0%, melhora de 3,4 p.p. em 12 meses.

“Entre janeiro e fevereiro o banco estava parado. Começamos a crescer em março”, destacou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Segundo ele, a recuperação judicial da Odebrecht não afetará as contas. “No balanço, não haverá perdas. E se houver, será residual”, afimou.

Além da empreiteira, outras 10 empresas podem pedir recuperação judicial. “Fizemos todas as provisões. Em relação a isso, estou muito tranquilo”, concluiu.

O presidente do banco explicou que o primeiro trimestre é sazonalmente o pior. “Nos próximos semestres teremos com mais clareza os resultados do que estamos fazendo”, frisou.

O patrimônio líquido da Caixa cresceu 11,1% e chegou a R$ 85,6 bilhões. O crescimento representa mais R$ 8,6 bilhões no patrimônio.  As Lotéricas arrecadaram R$ 3,3 bilhões. Desse valor, R$ 1,2 bilhão foi destinado a programas sociais do governo federal.

Veja outros destaques do balanço:

  • carteira de crédito ampla alcança saldo de R$ 685,8 bilhões;
  • saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 3,3% em 12 meses e chegou a R$ 447,4 bilhões em março de 2019;
  • contratação de R$ 6,5 bilhões no Programa Minha Casa Minha Vida, o equivalente a 61 mil unidades habitacionais;
  • operações de saneamento e infraestrutura cresceram 1,3% em 12 meses;
  • ações de infraestrutura obtiveram um incremento de 1,3%, alcançando saldo de R$ 83,7 bilhões em março de 2019;
  • crescimento de 6,4% no saldo de poupança e mantem sua liderança nesse mercado;
  • captações totais apresentaram saldo de R$ 971,4 bilhões em março de 2019. Os depósitos à vista totalizaram R$ 28,0 bilhões, evolução de 1,3% em 12 meses;
  • saldo de R$ 296,6 bilhões da poupança, alta de 6,4% em 12 meses.

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