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Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, que foi mais acentuada nos contratos de longo prazo, mas o volume nesta segunda-feira (2/7) dia de jogo da seleção brasileira na Copa da Rússia, foi abaixo do padrão.

Num dia de agenda e noticiário locais sem destaque, o movimento ainda se deve aos ajustes de posição à percepção de que a intenção do Comitê de Política Monetária (Copom) é manter a Selic em 6,50% em sua reunião de agosto, caso permaneça o cenário de inflação sob controle e expectativas alinhadas à meta.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou na mínima de 6,785%, ante 6,834% no ajuste da sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 terminou em 8,28%, de 8,32% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,31% para 9,25% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,80% para 10,67%.

Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Ideias de Investimentos, lembra que, nas últimas semanas, as taxas vinham acumulando muito prêmio e depois das mensagens do Banco Central estão partindo para uma correção. “O BC pontuou bem na ata e no relatório de inflação que a questão é a inflação e que não há relação mecânica com o câmbio. Se formos pensar no tanto que as taxas tinham ‘ido’, é natural voltarem agora”, afirmou.

O alívio das taxas destoa do estresse dos demais mercados. No câmbio, o dólar tem alta generalizada e, no Brasil, se situava na casa dos R$ 3,90 na última hora. As moedas de economias emergentes estão entre as mais penalizadas pela redução do apetite ao risco determinada pelos temores de guerra comercial dos Estados Unidos contra União Europeia e China.

Às 16h30, o dólar à vista subia 0,85%, aos R$ 3,9110, e o Ibovespa reduzia as perdas para -0,10%, aos 72.630,60 pontos.