Juros curtos fecham em queda após CMN definir meta de IPCA de 4,5%
O mercado trabalhava com a expectativa de que a meta fosse reduzida para 4,25% ou 4%

Os ajustes à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de colocar em 4,5% a meta de inflação em 2018 levaram os juros futuros de curto prazo a terminarem em baixa e os longos em alta nesta sexta-feira (1º/7). Ontem, após o fechamento do mercado, o CMN informou ter definido que a meta de 2018 seria a mesma de 2017, com banda de variação para cima ou para baixo de 1,5 ponto porcentual. O mercado trabalhava com a expectativa de que a meta fosse reduzida para 4,25% ou 4%, o que vinha puxando para cima os contratos curtos nas últimas sessões, diante da perspectiva de que, para cumprir o objetivo, o Banco Central teria de adiar o processo de corte de juros.

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Ver todasAs taxas longas subiram com a correção ao resultado do encontro do CMN, mas o movimento foi limitado, uma vez que os sinais do exterior sustentam a percepção de que o fluxo externo seguirá favorável ao Brasil. O mercado financeiro aposta que o juro deve voltar a cair no Reino Unido e o programa de relaxamento quantitativo do Banco da Inglaterra será reforçado. Grandes bancos não descartam, inclusive, a chance de juro zero já em agosto.
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