Expectativa de nova meta de inflação cresce e juros fecham em alta
O mercado acredita que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reúne amanhã, pode reduzir a atual meta de inflação de 4,5%

Os juros futuros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo nesta quarta-feira (29/6) apesar do tombo do dólar e do apetite ao risco que deu o tom aos ativos no mundo todo. Aumentou a percepção de que não há espaço para corte da Selic nos próximos meses, que já influenciava o mercado ontem após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e a entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Isso porque o mercado acredita que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reúne amanhã, pode reduzir a atual meta de inflação de 4,5% para 2016 e 2017 para 4% em 2018, o que, em tese, exigiria um tempo maior de manutenção da Selic em 14,25% ao ano.

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Ver todasTambém endossou a percepção de que um corte de juros pode ficar mais para o final do ano o fato de o IGP-M de junho, de 1,69%, ter ficado acima do esperado. As estimativas do mercado iam de 1,09% e 1,61%, com mediana de 1,49%. Na ponta longa, segundo fontes nas mesas de operação, o mercado teria sido influenciado por uma correção, pois a queda dessas taxas no final do pregão de ontem teria sido “exagerada”. “Na última meia hora antes do call, ontem, as taxas longas foram para as mínimas e esse movimento excessivo foi corrigido”, disse Matheus Gallina, trader de renda fixa da Quantitas Asset.
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