Já ouviu falar da Cyber Monday? É o dia das megapromoções on-line

Maiores descontos são concedidos pelo e-commerce e 40% dos serviços financeiros são negociados na Segunda-Feira Cibernética: evento em 2/12

atualizado 18/11/2019 17:03

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O consumidor comum pouco faz distinção entre a temporada de vendas (pré, esquenta ou pós) da Black Friday. O comércio varejista eletrônico, contudo, espera ansiosamente pela segunda-feira seguinte à Black Friday. Nela, o e-commerce promove a Cyber Monday, um dia de ofertas especiais exclusivas para a venda on-line. Smarthphones, computadores, notebooks, jogos e outros itens de informática e eletrônicos são os mais procurados.

O evento surgiu nos Estados Unidos em 2005 e chegou ao Brasil em 2012: neste ano, ocorre em 2 de dezembro. O público em geral ainda o considera apenas uma extensão da Black Friday em algumas lojas – uma espécie de queima de estoque para liberar espaço para os itens de Natal.

Gamers, profissionais de Tecnologia da Informação e pessoas das gerações Z (de meados dos anos 90) e Alpha (de 2010 para cá), entre outros consumidores antenados, sabem que não é só isso. O Brasil ocupa a 14ª posição no ranking mundial de compras on-line. A Segunda-Feira Cibernética, na tradução do inglês, oferece descontos mais que especiais para quem realiza compras em sites: embora lojas físicas venham aderindo à data, as melhores ofertas estão na internet.

O que esperar?
Consoles para jogos, óculos de realidade virtual e uma infinidade de itens eletrônicos são negociados no período, para rodarem em TVs, computadores e notebooks recém-adquiridos durante as promoções.

Muitos comércios e serviços fazem ofertas para produtos complementares aos que venderam na Black Friday. Um exemplo: é na Cyber Monday que costumam aparecer as melhores ofertas por serviços financeiros, pois, depois do dia de grandes promoções, as pessoas estão mais atentas e preocupadas com as contas pessoais.

Em anos anteriores, grandes bancos cortaram cobranças para abertura de contas, liberaram anuidade de cartões de crédito e derrubaram taxas para financiamentos imobiliário e de veículo, por exemplo. Segundo pesquisa do Google e da consultoria Provokers, nada menos do que 40% das vendas desse tipo de serviço registradas em novembro de 2018 ocorrem durante a Cyber Monday (no ano passado, o evento ocorreu em 26/11).

Tanto a procura quanto a venda de planos pós-pagos para celulares também são comuns na data. Trata-se de uma consequência da grande venda de smarthphones durante a Black Friday.

Uma segunda para faturar
Assim, percebe-se que o potencial do evento é imenso. E os comerciantes estão cada vez mais atentos para isso. Segundo o levantamento Google/Provokers, 38% das compras ligadas à Black Friday ocorrem fora da quinta e sexta-feira de grandes promoções (são feitas antes ou logo depois do chamado “dia D”).

Para se ter ideia do tamanho da Cyber Monday, em 2018 os comércios participantes ofereceram descontos de até 80% e alcançaram R$ 372 milhões em venda: um aumento de 20,7% na comparação anual. Os dados são de outra pesquisa, das consultorias Ebit e Nielsen.

O evento conta ainda com a participação do site Busca Descontos, onde o consumidor encontra grandes ofertas e indicações de comércios confiáveis. Mas, para fazer um bom negócio, é preciso ter paciência: o horário de pico das vendas on-line é entre 0h e 2h, e entre 12h e 14h. Nesses períodos, pode haver lentidão nos sistemas e o consumidor ter dificuldades para fechar o negócio. Portanto, é bom ter certeza de estar navegando em uma conexão robusta.

Veja outras dicas para aproveitar mais esse dia de grandes promoções:

  • Pesquise e compare preços antes de decidir onde irá comprar o item de seu interesse.
  • Antes de acessar qualquer site, verifique o endereço URL: deve começar com https://. Se o endereço começar de outra forma, ele pode te direcionar para sites maliciosos que podem até roubar seus dados.
  • Certifique-se que a loja é confiável: pesquise se tem reclamações de clientes em sites e redes sociais, queixas registradas junto ao Procon e selos que atestem sua confiabilidade. Também vale descobrir, antes da compra, se há canais de atendimento ao consumidor e se o comércio possui CNPJ e endereço físico.
  • Não feche negócio antes de conhecer a política de devoluções da empresa, o que evita transtornos se houver algum problema com o produto.
  • Informe-se sobre as formas de pagamento: desconfie sempre que um comércio só aceitar depósito em contas de pessoas físicas, o que pode indicar um golpe; pagamentos só em boleto bancário ou à vista também não são bons sinais.
  • Saber os prazos de entrega é fundamental para não se aborrecer com a demora em receber o produto.

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