IPCA-15: quedas de conta de luz e alimentos contribuíram para deflação

O IPCA-15, a prévia da inflação, recuou 0,14% em agosto — menor valor desde setembro de 2022 e o primeiro negativo desde julho de 2023

atualizado

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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
conta de energia
1 de 1 conta de energia - Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

As quedas nos preços da energia elétrica, dos alimentos, das passagens aéreas e dos combustíveis contribuíram para a deflação de 0,14%, em agosto, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação.

O valor foi o menor desde setembro de 2022 (-0,37%), e o primeiro negativo desde julho de 2023.

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta terça-feira (26/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do mês ficou abaixo das previsões do mercado financeiro, que variavam entre -0,20% e 0,23%.

Energia elétrica em queda

O grupo de Habitação recuou 1,13% no período, com destaque para a queda de 4,93% nos preços da energia elétrica residencial — subitem que exerceu impacto mais intenso no IPCA-15 de agosto (0,20 ponto percentual).

Apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2 — com taxa extra de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos —, um dos fatores que contribuíram para a primeira deflação do IPCA-15 em dois anos foi a queda nos preços da energia elétrica residencial, em decorrência do “Bônus de Itaipu”, creditado nas faturas emitidas em agosto.

Sistema de cores das bandeiras tarifárias - Metrópoles

Inflação dos alimentos recua pelo 3º mês seguido

O grupo Alimentação e bebidas recuou pelo terceiro mês consecutivo, registrando queda de 0,53%. A alimentação no domicílio (ou seja, os alimentos comprados nos supermercados) caiu 1,02% em agosto. Contribuíram para o resultado:

  • as quedas nos preços da manga (-20,99%), da batata-inglesa (-18,77%), da cebola (-13,83%), do tomate (-7,71%), do arroz (-3,12%) e das carnes (-0,94%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto, em virtude dos aumentos do lanche (1,44%) e da refeição (0,40%).

Passagens aéreas mais baratas

Em Transportes a variação passou de 0,67% para -0,47% em agosto. O resultado foi influenciado pelas quedas nas passagens aéreas (-2,59%), no automóvel novo (-1,32%) e na gasolina (1,14%).

No recorte dos combustíveis, também recuaram: óleo diesel (-0,20%), gás veicular (-0,25%) e etanol (-1,98%).

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