Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera e fica em 0,26% em junho

O resultado da “prévia da inflação”, como é chamado o IPCA-15, foi influenciando pela alta no grupo de Habitação, que subiu 1,08% no período

atualizado

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Imagem colorida, Mulher comprando em uma loja de conveniência e verificando seu recibo - Metrópoles - Divulgação de inflação e Selic
1 de 1 Imagem colorida, Mulher comprando em uma loja de conveniência e verificando seu recibo - Metrópoles - Divulgação de inflação e Selic - Foto: GettyImages

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, mostra que os preços de bens e serviços subiram 0,26% em junho — recuo de 0,10 ponto percentual em relação à taxa de maio (0,36%).

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta terça-feira (27/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Habitação foi o grupo que exerceu maior impacto no IPCA-15, com alta de 1,08% e 0,16 ponto percentual, seguido de Vestuário (0,51%). Por outro lado, o grupo de Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,02%), após nove meses consecutivos de alta.


O IPCA-15

  • O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
  • O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
  • A próxima divulgação, referente a julho, será feita em 25 de julho.

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 5,27%, abaixo dos 5,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, subiu 2,80%. Em junho de 2024, o IPCA-15 foi maior, de 0,39%.

Segundo o IBGE, o subitem de maior impacto positivo no índice foi a energia elétrica residencial, com avanço de 3,29%, devido à mudança de bandeira tarifária, que passou de amarela para vermelha patamar 1 neste mês.

Também subiram no período: café moído (2,86%), ônibus urbano (1,39%), taxa de água e esgoto (0,94%), refeição (0,60%) e plano de saúde (0,57%), todos com impacto de 0,02 ponto.

Do lado das baixas, os maiores impactos negativos vieram da alimentação no domicílio, com destaque para os preços do tomate (-7,24%), do ovo de galinha (-6,95%) e do arroz (-3,44%), todos com 0,2 ponto. A queda nos preços da gasolina (-0,52%) foi responsável por 0,3 ponto do IPCA-15

Destaques da prévia da inflação

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de maio a 13 de junho (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de abril a 15 de maio de 2025 (base).

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram apresentaram alta em junho. Além do grupo de Alimentação e bebidas (-0,02%), apenas Educação teve taxa negativa, também de -0,02%.

Variação de cada grupo em junho:

  • Alimentação e bebidas: -0,02%
  • Habitação: 1,08%
  • Artigos de residência: 0,11%
  • Vestuário: 0,51%
  • Transportes: 0,06%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,29%
  • Despesas pessoais: 0,19%
  • Educação: -0,02%
  • Comunicação: 0,02%

Impacto de cada grupo no IPCA-15 de junho:

  • Alimentação e bebidas: 0 ponto percentual
  • Habitação: 0,16 ponto percentual
  • Artigos de residência: 0,01 ponto percentual
  • Vestuário: 0,02 ponto percentual
  • Transportes: 0,01 ponto percentual
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,04 ponto percentual
  • Despesas pessoais: 0,02 ponto percentual
  • Educação: 0 ponto percentual
  • Comunicação: 0 ponto percentual

Energia elétrica em alta

Em Habitação, a energia elétrica residencial (3,29%) contou com o principal impacto individual no índice. Isso porque, em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1 — com taxa extra de R$ 4,46 nas contas a cada 100kwh consumidos.

A taxa de água e esgoto teve alta de 0,94% e o gás encanado subiu 0,13%.

 

Sistema de cores das bandeiras tarifárias - Metrópoles

Inflação dos alimentos recua em junho

O grupo Alimentação e bebidas foi um dos únicos a recuar no mês. A alimentação no domicílio (ou seja, os alimentos comprados nos supermercados) caiu 0,24% em junho, ante o aumento de 0,30% em maio.

Contribuíram para o resultado:

  • as quedas nos preços do tomate (-7,24%), do ovo de galinha (-6,95%), do arroz (-3,44%) e das frutas (-2,47%).
  • as altas nos preços da cebola (9,54%) e do café moído (2,86%).

A alimentação fora do domicílio (0,55%) desacelerou em relação ao mês de maio (0,63%), em virtude da desaceleração do lanche (de 0,84% em maio para 0,32% em junho). Por outro lado, a refeição passou de 0,49% em maio para 0,60% em junho.

Outros destaques

No grupo de Vestuário (0,92%), os subitens que exerceram maior influência foram as roupas femininas (0,66%) e os calçados e acessórios (0,49%). O resultado de Saúde e cuidados pessoais (0,29%), neste mês, foi influenciado pelo plano de saúde (0,57%).

Já em Transportes (0,06%), os combustíveis recuaram 0,69% em junho (ante o aumento de 0,11% em maio), com quedas nos preços do óleo diesel (-1,74%), do etanol (-1,66%), da gasolina (-0,52%) e do gás veicular (-0,33%).

Previsões do mercado para o IPCA de junho

Analistas do mercado financeiro apostam em uma alta de 0,27% na inflação de junho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,24%, acima do teto da meta.

Em 2025, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual – isto significa, com piso de 1,5% e teto de 4,5%. Ela será considerada cumprida se oscilar dentro desse intervalo de tolerância.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com índice apurado mês a mês. Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

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