Inflação tem alta de 0,83% em maio, a maior para o mês desde 1996

Índice acumula alta de 3,22% neste ano. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (9/6) pelo IBGE

atualizado 09/06/2021 9:36

Desemprego cai para 12,6% no 3º trimestre Michael Melo/Metrópoles

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% em maio, 0,52 ponto percentual acima da taxa de abril, que registrou alta de 0,31%.

Esse é o maior resultado para um mês de maio desde 1996, quando a inflação foi de 1,22%.

Em 2021, o índice acumula alta de 3,22% e, nos últimos 12 meses, de 8,06%, acima do teto da inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central (BC).

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o aumento da inflação, o mercado financeiro segue prevendo a alta da taxa Selic, que regula os juros no país, em 5,75% ao ano no fim de 2021. Na próxima quarta-feira (16/6), o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a sua decisão sobre isso.

“O IPCA veio muito alto. Nesse patamar vai começar a bater no juros mais forte. Se disseminou em grande medida o aumento de preços.”, afirmou o economista-chefe da Nécton, André Perfeito.

Com a alta da energia elétrica de 5,37%, o grupo habitação foi o de maior impacto no índice geral.

Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, com custo de R$ 4,169 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, que é relativamente mais barata.

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“O outro fator [que ajuda a explicar a alta de 5,37% da energia elétrica] é a série de reajustes que houve no final de abril em várias concessionárias de energia elétrica espalhadas pelo país”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

O grupo também teve o impacto dos aumentos na taxa de água e esgoto, do gás de botijão e do gás encanado.

O segundo maior impacto no índice veio do grupo transportes (0,24 p.p.), que teve aumento de 1,15% em maio. Nele, o maior impacto veio da alta de 2,87% da gasolina, cujos preços haviam recuado 0,44% em abril.

Outros produtos do grupo também tiveram seus preços aumentados, como o gás veicular (23,75%), o etanol (12,92%) e o óleo diesel (4,61%).

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