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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de maio com alta de 0,40%, ante um avanço de 0,22% em abril, informou nesta sexta-feira (8/6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A aceleração do indicador foi entendida como um reflexo da paralisação dos caminhoneiros, que, por ter provocado desabastecimento em diversas cidades, acabou causando a elevação de preços. A maior pressão veio, principalmente, do aumento dos valores da gasolina, do óleo diesel e da energia elétrica.

Agência de Notícias/IBGE

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que previam alta entre 0,20% e 0,64%, mas acima da mediana (0,30%).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 1,33%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 2,86%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,64% a 3,10%, e novamente acima da mediana (2,75%).

O IPCA de maio é o primeiro a incorporar em seu cálculo a nova metodologia de apropriação das variações dos itens mão de obra para pequenos reparos e empregado doméstico, além de três novas áreas: Rio Branco (AC), São Luís( MA) e Aracaju (SE).

Agência de Notícias/IBGE

Os principais impactos no mês, segundo o IBGE, foram os reajustes na energia elétrica, gasolina e óleo diesel. No caso da energia elétrica, a alta foi de 3,53%, após a entrada em vigência da bandeira amarela e os reajustes em sete capitais, chegando a 18,53% em Belo Horizonte e a 16,95% em Salvador.

Os maiores impactos individuais foram registrados na gasolina (alta de 3,34%) e nas passagens (-14,71%). O óleo diesel apresentou alta de 6,16% e, junto com a gasolina, reflete os aumentos de preços na refinaria. Entretanto, com a greve dos caminhoneiros e o desconto de 10% no preço do diesel a partir do dia 24 de maio, o último período da coleta registrou preços menores. O etanol manteve a queda de abril (-2,73%), com os preços em média 2,80% mais baratos.

O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os grupos de produtos e serviços pesquisados (0,83%) e deu a maior contribuição (0,13 p.p.) para o IPCA. O destaque foi a energia elétrica, que, após a alta de 0,99% registrada em abril, subiu 3,53% em maio, correspondendo a 0,12 p.p. no índice do mês. Desde 1º de maio vigora a bandeira tarifária amarela, que adiciona a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido.

Distrito Federal

Em Brasília, a inflação caiu pela metade. Em abril, o INPC registrou a variação de 0,37%. No mês de maio, o registro foi de 0,18%. A variação acumulada nos últimos 12 meses é de 1,61%.

Com acúmulo de 0,46% da inflação no ano até abril no IPCA, Brasília se aproxima da média nacional. Até o mês anterior, a diferença era de 0,06% para 0,7%, o que demonstrava um descolamento da economia local em relação ao país.

Segundo dados divulgados pela Codeplan, no dia 10 de maio, o aumento do IPCA em relação a março foi de 0,4%. As informações são da Agência Brasília.