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Brasília fechou janeiro com o menor Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as cidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com -0,15%. Os grandes responsáveis pela deflação no Distrito Federal foram a energia elétrica (-5,20%) e a gasolina (-1,68%). Os índices representam uma mudança expressiva em relação a dezembro, quando a capital federal teve o segundo maior IPCA do país, 0,59%, atrás apenas de São Paulo, com 0,62%.

O índice que mede a  total do país fechou janeiro com alta de 0,29%, sendo o resultado mais baixo desde o início do Plano Real, segundo o IBGE. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses voltou a recuar após quatro meses seguidos de aceleração, chegando a 2,86%. O maior índice partiu de Vitória (0,70%), onde a alta da gasolina ficou em 3,55% e do tomate, 74,68%.

O grupo transportes, apesar de ter apresentado a mais elevada variação, teve desaceleração na taxa de crescimento de preços de dezembro para janeiro, ao passar de 1,23% para 1,10%. Isso se deve, principalmente, à queda nos valores das passagens aéreas, que ficaram 1,35% mais baratas após alta de 22,28% em dezembro, e aos concertos de automóveis, que caíram de -0,29 para -0,74%.

Combustíveis
Os combustíveis ficaram 2,58% mais caros no mês. O litro da gasolina subiu 2,44%, item de maior impacto sobre o IPCA de janeiro, o equivalente a uma contribuição de 0,10 ponto porcentual para a taxa de 0,29% de inflação do mês. O etanol aumentou 3,55%.

Ainda em transportes, a tarifa de ônibus urbano subiu 1,36% em janeiro, enquanto a de ônibus intermunicipal teve elevação de 1,80%