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Economia

Inflação fora do lar aperta margem de lucro de bares e restaurantes

Inflação acumulada em 12 meses registrou alta de 5,53%, enquanto a alimentação fora do domicílio cresceu 7,61%

12/05/2025 14:13
Freepik
Foto colorida de drinques - Metrópoles

A inflação “fora do lar” — que inclui alimentação em bares, restaurantes, lanchonetes e similares — tem superado a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 33% dos empreendedores não conseguiram reajustar o cardápio nos últimos 12 meses, o que indica que os negócios seguem com a margem de lucro apertada.

A Abrasel sustenta que, mesmo com os preços subindo, os custos operacionais (como alimentos, energia, aluguel e salários) crescem ainda mais rapidamente, fazendo com que as margens de lucro fiquem apertadas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última sexta-feira (9/5) que o índice geral acumula alta de 5,53% em 12 meses, enquanto a alimentação fora do domicílio cresceu 7,61%.


O que é IPCA

  • Refletindo o custo de vida e o poder de compra do cidadão brasileiro, o IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE.
  • O IPCA é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.
  • O IPCA tem por meta pesquisar dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

Os empreendedores do setor dizem que insumos importantes estão mais caros: a carne aumentou 22,24%, o frango, 9,16%, o ovo de galinha, 16,74% e o refrigerante e a água mineral aumentaram 7,08%.

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O setor ainda argumenta que os negócios seguem com dívidas acumuladas da época da pandemia.

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“O aumento dos preços da alimentação fora do lar acima da inflação geral mostra que os empresários estão começando a repassar os custos, mas ainda com muita cautela. Muitos seguraram os preços o quanto puderam, mas a alta de insumos como carne e ovos torna inviável manter os cardápios sem ajustes. Ainda assim, a margem continua muito apertada”, afirmou Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Ele citou a movimentação da Abrasel, por meio do Plano Nacional de Restauração de Bares e Restaurantes, lançado no final de 2024, para apoiar os negócios do setor. O plano tem três frentes: 1) articulação de políticas públicas, 2) parcerias com agências de fomento, como Sebrae e Senac, e 3) engajamento da iniciativa privada, por meio do apoio de empresas.

“Nosso objetivo é dar fôlego ao setor, garantindo não só a sobrevivência, mas condições para que bares e restaurantes voltem a crescer de forma sustentável”, completou Solmucci.