Inflação fecha 2018 em 3,75%, abaixo da meta de 4,5%

No Distrito Federal, a inflação acumulada ao longo do ano foi de 3,06%

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 11/01/2019 9:27

Encerrada com a menor taxa para dezembro, apenas 0,15%, desde 1994, a inflação em 2018 ficou em 3,75%, dentro da meta estabelecida pelo governo federal para o ano, que era de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Mesmo dentro da meta, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),que mede oficialmente a inflação no país e foi divulgado nesta sexta-feira (11/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou acima da taxa registrada em 2017, de 2,95%.

Em Brasília,a inflação medida em 2018 foi de 3.06%, informa o IBGE. Em dezembro, a alta foi de 0,32% ante queda de 0,41% – o que configura um fenômeno chamado de deflação – registrado em novembro. O peso da capital federal na composição da alta de preços nacional é de apenas 2,80%.

Reprodução/IBGE

Inflação por grupos
No plano nacional, a inflação de dezembro foi impulsionada, em grande parte, pelas altas de Alimentação e Bebidas (0,44%), Vestuário (1,14%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,32%), que contribuíram com 0,21 ponto percentual para o índice. Por outro lado, Transportes (-0,54%) e Habitação (-0,15%) seguraram as altas com contribuição negativa de 0,12 p. p.

O que mais influenciou foi o grupo Alimentação e Bebidas, com alta em produtos importantes como batata (20,0%) e cebola (24%). O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que, em Habitação, a queda foi puxada pela energia elétrica, que ficou aproximadamente 2% mais barata por causa da mudança da bandeira tarifária.

“Nos Transportes, o destaque foi dos combustíveis, em especial, a gasolina, que caiu quase 5% e teve o principal impacto negativo, de 0,22 p. p. Já a passagem aérea foi a maior influência positiva individual”, diz o gerente do IPCA.

No ano, entretanto, os principais motores da inflação foram os grupos Alimentação e Bebidas, com 4,04% de alta e 0,99 p.p. de impacto no índice, Transportes, 4,19% e 0,76 p.p., e Habitação, 4,72% e 0,74 p.p. Curiosamente, enquanto o primeiro impulsionou a inflação de dezembro, os outros dois grupos fecharam o ano com queda nos preços.

“As maiores variações no ano foram em Habitação e Transportes, além de Educação, com destaque para a alta nos cursos regulares, com 5,68%. Na Habitação, o maior impacto veio da energia elétrica, e, nos Transportes, destaque para a passagem área, a gasolina e o ônibus urbano”, explica Fernando.

O grupo Alimentação e Bebidas havia fechado 2017 com queda nos preços (-1,87%) impulsionada pela safra recorde da agropecuária nacional. Em 2018, no entanto, ele foi responsável pela maior contribuição (0,99 p.p.) no índice geral, afetada pela queda na safra e pela greve dos caminhoneiros, que causou alta de 2,03% em junho, a maior do grupo para o mês no Plano Real.

“Alimentação e Bebidas teve o maior impacto no ano por ter um grande peso nas despesas das famílias. O que mais influenciou nessa alta foi o grupo dos alimentos para consumo dentro de casa. Dentro dele o que influenciou foi o tomate, com variação de 71,76% e as frutas, com 14,10%”, concluiu Fernando.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que considera a cesta de produtos das famílias com rendimento de um a cinco salários, também ficou em 0,14% em dezembro e fechou o ano em 3,43%. O indicador também foi impulsionado pelo grupo Alimentação e Bebidas, que teve alta de 3,82% no ano, contribuindo com 1,15 p.p. (Com assessoria)

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