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A taxa de inflação oficial da economia brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,45% em outubro, após ter avançado 0,48% no último mês.

O resultado foi o mais elevado para o mês desde 2015, quando a taxa subiu 0,82%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, a taxa acumulada do IPCA passou de 4,53% para 4,56%, maior que o centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%.

O resultado ficou abaixo da mediana (+0,55%) das previsões, mas dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,42% a 0,63%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,81%.

O acumulado no período de 12 meses é o maior desde março de 2017, quando a inflação somava 4,57%. No entanto, analistas afirmam que a tendência é que o IPCA termine 2018 menor que essa marca, já que em novembro espera-se deflação por causa do alívio esperado nos preços de energia elétrica e gasolina.

Distrito Federal
No Distrito Federal, a variação foi de 0,41%. A inflação foi maior em Porto Alegre (0,72%), influenciada pela alta de 66,08% nos preços do tomate e de 2,55% da gasolina. O menor índice, de 0,21%, foi registrado no Recife, com quedas na energia elétrica (-2,39%) e no lanche (-1,97%), e no Rio de Janeiro, com redução nos preços do leite longa vida (-5,04%) e da refeição (-0,86%).