Inadimplência em crédito do Sistema Financeiro sobe para 4% em outubro

Índice se refere a atrasos superiores a 90 dias. Reletório do Banco Central também mostra que 49,1% das famílias estão endividadas

atualizado

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1 de 1 inadimplenciabrasil-300×200 - Foto: Marcos Santos/USP Images

O porcentual de inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou 4,0% em outubro. O indicador chegou ao atual patamar, com incrementos de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,8 ponto percentual no acumulado de 12 meses.

Os números são do relatório “Estatísticas monetárias e de crédito”, divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo Banco Central. A instituição considera como inadimplência os atrasos superiores a 90 dias.

Na modalidade de crédito livre, que se refere a empréstimos e financiamentos cujas taxas de juros são livremente negociadas entre a instituição financeira e o cliente, a inadimplência situou-se em 5,3% da carteira, mantendo-se estável no mês e indicando crescimento de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

Dentro do crédito livre, houve aumento da inadimplência na ordem de 0,1 ponto percentual no mês e 0,4 ponto percentual em 12 meses, alcançando 3,3%. Já entre as pessoas físicas, a inadimplência permaneceu estável no mês e avançou 1,3 ponto percentual em 12 meses, atingindo 6,7% da carteira.

Embora o crédito ainda continue em expansão entre as pessoas jurídicas, o ritmo foi menor em outubro, com alta de 8,4% ante 8,7% em setembro, enquanto no crédito às famílias houve aceleração, com alta de 11,3% ante 11,2%.

​O estoque de crédito do SFN teve crescimento de 0,9% em outubro, alcançando R$6,9 trilhões. O incremento foi de 0,3% no crédito às pessoas jurídicas, e de 1,3% no crédito às pessoas físicas. Os saldos respectivos são de R$2,6 trilhões e R$4,3 trilhões.

Endividamento das famílias

O relatório também trouxe novos números sobre o endividamento das famílias. Em agosto, 48,9% delas estavam endividadas e agora, o número mais recente, de setembro, aponta que 49,1% estão nesta condição.

O pico histórico da série, de acordo com o BC, foi registrado em julho de 2022, quando o endividamento com o setor financeiro atingiu 49,9% das famílias brasileiras.

O endividamento elevado se apresenta diante de um cenáro de aumento no comprometimento de renda, que alcançou a máxima histórica de 28,8%. O incremento foi de 0,2 ponto porcentual em relação ao mês anterior e de 1,6 ponto porcentual em doze meses.

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