IBGE: preços da indústria caem pelo 6º mês seguido

Esta é a sexta variação negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos seguidos, entre fevereiro de 2024 e janeiro deste ano

atualizado

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1 de 1 Imagem da indústria do alumínio - Metrópoles - Foto: Ozgur Donmaz/Getty Images

Os preços da indústria nacional caíram 0,30% em julho, frente a junho (-1,27%). Esta é a sexta variação negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos em sequência, entre fevereiro de 2024 e janeiro deste ano.

As estatísticas fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (5/9). Em julho de 2024, a variação mensal foi de 1,53%.

Nos últimos 12 meses, o IPP acumula alta de 1,36% e o acumulado do ano ficou em -3,42%.


O que é o IPP

  • O Índice de Preços ao Produtor mede a variação média dos preços de produtos na “porta da fábrica” — ou seja, sem impostos e frete — de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.
  • Além disso, monitora a evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país.
  • Para fazer o índice, foram acompanhadas um pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes, definidos segundo as práticas comerciais mais usuais.
  • Cerca de 6 mil preços são coletados mensalmente, segundo o IBGE.

Em julho, os preços de 12 das 24 atividades industriais apresentaram variações negativas de preço quando comparadas ao mês anterior. Em junho, por exemplo, 14 atividades haviam apresentado menores preços médios em relação a maio.

Murilo Alvim, gerente do IPP, avalia que o recuo do índice veio “em um patamar menos intenso do que os observados em junho”. Segundo ele, ao observar as atividades pesquisadas, “há um equilíbrio entre quedas e altas de preços”.

Confira os setores industriais que contribuíram para o resultado de julho:

  • alimentos (-0,33 ponto);
  • metalurgia (-0,11 ponto);
  • indústrias extrativas (0,10 ponto); e
  • fabricação de máquinas e equipamentos (0,06 ponto).

Alvim destaca que o resultado negativo de alimentos foi a responsável pelo IPP ficar negativo em julho. “Excluindo os alimentos, as demais atividades tiveram, somadas, uma influência positiva, de 0,03 ponto, ou seja, grande parte dos motivos para o IPP permanecer no campo negativo em julho vem da queda dos alimentos”, observa ele.

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