IBGE: desemprego cai para 11% e atinge 11,6 milhões de pessoas

Taxa média do ano foi de 11,9%, 0,3 ponto percentual menor do que o registrado ano anterior

atualizado 31/01/2020 10:32

carteira de trabalhoFelipe Menezes/Metrópoles

Em um movimento ainda tímido, o desemprego caiu para 11% no último trimestre do ano passado, o que representa uma queda de 0,8 ponto percentual em comparação com os três meses anteriores. A situação ainda atinge 11,6 milhões de brasileiros.

Entre julho e setembro, 11,8% dos brasileiros estavam sem emprego. No último trimestre de 2018, a taxa de desocupados foi de 11,6%. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31/01/2020) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Média anual
O desemprego caiu pelo segundo ano consecutivo e fechou 2019, na média, atingindo 11,9% dos brasileiros — 0,3 ponto percentual menor do que o ano anterior, quando a taxa de desocupados foi de 12,3%.

No ano passado, foram 12,6 milhões de pessoas desocupadas, 1,7% a menos do que em 2018. Na comparação com o menor ponto da série (6,8 milhões em 2014), a população sem trabalho quase dobrou, crescendo 87,7% em cinco anos.

A informalidade atingiu 41,1% da força de trabalho, o que equivale a 38,4 milhões de pessoas. É o maior contingente desde 2016.

Sem carteira
O Brasil conta com 11,6 milhões de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, com exceção de empregados domésticos.

O número de trabalhadores por conta própria atingiu o maior nível da série, subindo para 24,2 milhões, sendo que a maior parte (19,3 milhões), não tem CNPJ.

“Esses dados mostram que, apesar da ligeira melhora no número de trabalhadores com carteira assinada, com a expansão de 1,1% pela criação de 356 mil vagas, ela não foi acompanhada pelos indicadores de informalidade na passagem de 2018 para 2019″, explicou o IBGE, em nota.

Do acréscimo de 1,8 milhão no número de ocupações, 446 mil foram vagas sem carteira assinada; e a maior parte (958 mil) são ocupações de trabalhadores por conta própria, dos quais 586 mil sem CNPJ.

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