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Economia

Haddad adia ida à Câmara para falar sobre IR e consignado do FGTS

Ministro Fernando Haddad adiou para 11 de junho a ida à Câmara dos Deputados, onde falaria sobre a agenda econômica

, 20/05/2025 14:15
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Fernando Haddad, Ministro da Fazenda do Brasil chega ao Congresso Nacional para promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45:2019, que instituiu a reforma tributária - Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiou seu comparecimento a uma reunião na Câmara dos Deputados marcada para esta quarta-feira (21/5). Entre os temas da agenda econômica, o foco ficaria no projeto de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil e o consignado com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além do andamento da agenda econômica.

A reunião foi convocada pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e pela Comissão Fiscalização Financeira e Controle (CFFC). Os requerimentos foram feitos pelos deputados Florentino Neto, Pedro Paulo, Kim Kataguiri e Bacelar.

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A equipe econômica trabalha nesta semana para finalizar a contenção de gastos que fará no Orçamento de 2025. Como mostrado pelo Metrópoles, a expectativa é por um corte (entre bloqueio e contingenciamento) em torno de R$ 15 bilhões, que deverá ser apresentado no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas referente aos meses de março e abril, previsto para a próxima quinta-feira (22/5).

Na semana passada, Haddad negou a existência de um novo pacote fiscal e disse que o governo federal apresentará apenas medidas para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, dentro das regras do arcabouço fiscal — como é chamada a nova forma de controle dos gastos públicos.

“Não dá nem para chamar de pacote, porque são medidas pontuais, nenhuma de escala, voltadas exclusivamente para o cumprimento da meta fiscal”, reforçou o ministro.

O titular da Fazenda afirmou que o governo estuda medidas voltadas “exclusivamente para o cumprimento da meta fiscal”. A meta fiscal para 2025 é de déficit zero — equilíbrio entre despesas e receitas —, com banda que permite um déficit de até R$ 31 bilhões.

Vale lembrar que o arcabouço fiscal tem um intervalo de tolerância que permite um rombo de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Em 2024, foi registrado um déficit primário de R$ 43 bilhões, o equivalente a 0,36% do PIB.

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