Guedes: presidente não deixou claro problema da saúde por infelicidade

"Temos que manter os sinais vitais da economia funcionando, como fizemos no ano passado", afirma o ministro da Economia, Paulo Guedes

atualizado 05/03/2021 20:25

Paulo Guedes, ministro da EconomiaEDU ANDRADE/Ascom/ME

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no início da noite desta sexta-feira (5/3) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não deixou clara a dimensão dos problemas de saúde e da vacinação no país por mera “infelicidade”. O ministro defende que a imunização em massa   a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial promoverão a retomada da economia.

Ao lado do relator da PEC , deputado Daniel Freitas (PSL-SC), Guedes falou sobre a importância da proposta para equilibrar as contas no futuro.

“Nós não podemos deixar a economia se desorganizar, é muito importante isso. Essa mensagem que o tempo inteiro o presidente tem tentado passar também, que, talvez, por infelicidade, não deixou claro o problema da saúde, da vacinação em massa”, disse o ministro

“Mas a agonia dele com a economia é justamente a seguinte: se você der o auxílio, chegar lá, a prateleira estiver vazia, todo mundo com dinheiro na mão, a inflação, falta de alimentos. Então, temos que manter os sinais vitais da economia funcionando, como fizemos no ano passado”, disse Guedes.

Nos últimos dias, Bolsonaro criticou a eficácia do lockdown – medida tomada por grande parte dos governadores do país nas últimas semanas para conter o avanço da covid-19 nos estados, além de contestar o uso obrigatório da vacina contra a doença.

Diante disso, o relator da proposta se mostrou preocupado com a aprovação da PEC. “Precisamos fazer o Brasil voltar a crescer. Qualquer alteração nesta PEC faz o Brasil atrasar”, afirmou Freitas. O deputado ainda disse que entregará a minuta do parecer na próxima segunda-feira (8/3).

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