Guedes: prazo para estabilidade do servidor dependerá da carreira

Ministro da Economia, que prepara reforma administrativa, disse que quem for "carimbar papel" pode esperar 15 anos

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 07/11/2019 11:35

Cuidando dos últimos detalhes da reforma administrativa que será enviada ao Congresso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou nesta quinta-feira (07/11/2019) que o tempo para novos servidores alcançarem a estabilidade no emprego vai depender da carreira.

“O novo servidor não terá estabilidade automática, ele precisará ser testado por três, quatro, cinco anos”, disse ele, em discurso em evento no Tribunal de Contas da União. “Vai depender da carreira, do que a pessoa faz, do que entrega”, explicou ele, para em seguida dar alguns exemplos:

“O policial federal, se for para ficar correndo atrás de bandido, pode ser um tempo menor, de três anos. Mas quem for ficar só carimbando papel, pode esperar 15 [anos]”, disse, arrancando risos da plateia que participava do evento Diálogos com o TCU – Visões sobre o Brasil e a Administração Pública.

O ministro afirmou que há 300 carreiras apenas no âmbito da União e que será preciso examinar caso a caso. Hoje, têm direito a estabilidade os servidores que trabalham por pelo menos três anos na administração direta e nas autarquias.

A ideia do governo é manter os direitos adquiridos de quem já entrou, mas mudar as regras para quem entrar no serviço público a partir da aprovação das novas regras. A reforma administrativa deve chegar ao Congresso na próxima semana.

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