Guedes: “Brasil evitou virar uma Venezuela, mas não uma Argentina”

A empresários, ministro afirmou que a reforma da Previdência deverá ser aprovada dentro de 60 a 90 dias pelo Congresso Nacional

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 23/05/2019 19:28

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (23/05/2019) que o Brasil evitou se transformar em uma Venezuela, mas não em uma Argentina, onde a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner, que anunciou que vai concorrer a vice-presidente nas eleições em outubro, pode trazer de volta medidas que aumentem o tamanho do Estado na economia, o que, segundo ele, seria um retrocesso na agenda liberal de Mauricio Macri.

“Fomos salvos disso (de virar uma Venezuela). Estávamos indo para um caminho estranho. Mas ainda não estamos salvos de ir para o caminho da Argentina”, disse em sua apresentação durante evento da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, na capital paulista.

Guedes disse que o apoio formal declarado hoje pelos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi resultado da visita que Bolsonaro fez a Donald Trump este ano.

“É a primeira divisão”, disse ele, ressaltando que o Brasil precisa agora avançar nos rankings de facilidade de se fazer negócios, onde o país está acima da centésima posição.

“Vamos abrir a economia, mas aos poucos.” Guedes ressaltou que o Mercosul está prestes a fechar com a União Europeia o maior acordo comércio que o Brasil já fez. “Está tudo acertado, os europeus cederam em tudo, os argentinos cederam em tudo”, afirmou.

Ministro otimista
Guedes disse, ainda, que a reforma da Previdência deverá ser aprovada dentro de 60 a 90 dias pelo Congresso Nacional. O ministro ressaltou que está otimista quanto a uma tramitação rápida das novas normas que vão alterar o sistema de aposentadoria no país.

“Acho que 60 a 90 dias isso [reforma da Previdência] está passado e nós vamos entrar em uma agenda extraordinariamente positiva”, observou.

“O que eu sinto lá [no Congresso Nacional] é que está havendo enorme colaboração. [Sinto] o senso da classe política de que isso é uma missão importante, uma tarefa importante, e que eles vão estar à altura da responsabilidade que o momento exige. Essa é minha sensação”, acrescentou. (Com Agências)

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