Governo registra déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro

Dados sobre as contas do governo central foram divulgados nesta segunda-feira (29/12) pelo Tesouro Nacional

atualizado

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1 de 1 tesouronacional - Foto: Michael Melo/Metrópoles

As contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — registraram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025. Os dados fazem parte do Relatório do Tesouro Nacional (RTN), divulgado nesta segunda-feira (29/12).

No mesmo mês de 2024, foi observado um déficit de R$ 4,5 bilhões (em valores não corrigidos pela inflação).

O resultado primário do Governo Central acumulado em 12 meses foi de déficit de R$ 57,4 bilhões, equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em relação ao resultado acumulado no período de janeiro a novembro de 2025, o Governo Central registrou um déficit de R$ 83,8 bilhões, frente a um déficit de R$ 67,0 bilhões em 2024

Em termos reais, a receita líquida apresentou um aumento de R$ 60,2 bilhões (+2,9%) e a despesa total registrou uma alta de R$ 71,9 bilhões (+3,4%) em 2025, quando comparadas ao ano anterior.

O resultado deste ano decorreu de um superávit de R$ 244 bilhões do Tesouro e do Banco Central e um déficit de R$ 328 bilhões na Previdência Social.

  • Déficit é quando um governo tem mais despesas do que receitas, superávit é quando acontece o contrário.
  • Resultado real é ajustado por um índice de inflação, resultado nominal é o valor bruto, sem ajustes inflacionários.

Receitas e despesas

Em novembro de 2025, a receita total apresentou diminuição de R$ 5,8 bilhões (-2,6%).

Segundo o Tesouro, o aumento da receita líquida em novembro de 2025 foi explicado, em grande medida, pelo desempenho das receitas administradas pela Receita Federal. Os principais destaques foram:

  • Imposto sobre a Renda – aumento de R$ 5,1 bilhões
  • IOF – aumento de R$ 2,6 bilhões
  • Arrecadação Líquida para o RGPS – aumento de R$ 3,7 bilhões
  • Dividendos e Participações – aumento de R$ 6,9 bilhões

No acumulado do ano, a receita total apresentou elevação de R$ 82,9 bilhões (3,3%), enquanto a receita líquida apresentou elevação de R$ 60,2 bilhões (2,9%) em termos reais frente ao mesmo período do ano anterior.

Essa variação, segundo o tesouro, decorre principalmente do efeito conjunto de:

  • Imposto de Importação – aumento de R$ 9,4 bilhões
  • Imposto sobre a Renda – aumento de R$ 37,3 bilhões
  • IOF – aumento de R$ 13,4 bilhões
  • Outras Receitas Administradas pela Receita Federal – aumento de R$ 12,9 bilhões
  • Arrecadação Líquida para o RGPS – aumento de R$ 31,7 bilhões

Com relação as despesas, em novembro, contra mesmo mês de 2024, houve um aumento de R$ 7,1 bilhões (4%) em termos reais:

  • Benefícios Previdenciários – aumento de R$ 3 bilhões
  • Pessoal e Encargos Sociais – aumento de R$ 864,7 milhões
  • Créditos Extraordinários – redução de R$ 1,6 bilhão
  • Subsídios, Subvenções e Proagro – aumento de R$ 964 milhões
  • Discricionárias – aumento de R$ 3,9 bilhões

No acumulado do ano, a despesa total a despesa total apresentou elevação de R$ 71,9 bilhões (3,4%)

As principais variações foram:

  • Benefícios Previdenciários – aumento de R$ 36,4 bilhões
  • Pessoal e Encargos Sociais – aumento de R$ 13 bilhões
  • Benefícios de Prestação Continuada da LOAS – aumento de R$ 10, 2 bilhões
  • Créditos Extraordinários – redução de R$ 11, 6 bilhões
  • Fundeb – Complementação da União – aumento de R$ 9,3 bilhões

Entenda as contas do governo central

  • Um superávit primário ocorre quando as receitas têm saldo maior do que as despesas, sem contar os juros. O déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo. Juntos, eles formam o “resultado primário”.
  • No acumulado de 2024, o governo central teve déficit primário de R$ 43 bilhões — equivalente a 0,36% do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com o resultado negativo, a meta fiscal de 2024 foi cumprida.
  • A meta do governo federal para 2025 é de déficit fiscal zero. Isso significa a busca da equipe econômica pelo equilíbrio das contas públicas, com receitas equiparadas às despesas.

A meta fiscal para 2025

Assim como no ano anterior, o governo federal persegue a meta fiscal de déficit fiscal zero em 2025. Ou seja, a busca pelo equilíbrio das contas públicas, com receitas equiparadas às despesas.

A ideia é que haja aumento gradual até 2028, quando se prevê chegar ao superávit primário de 1% do PIB.

Confira as demais projeções:

2026: superávit de 0,25% do PIB (R$ 34 bilhões)
2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões)
2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões)

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