Governo quer reduzir alíquota máxima do Imposto de Renda

Medida faz parte da reforma tributária, que deve avançar na agenda do Congresso após aprovação da reforma da Previdência na Casa

Fernando Frazão/Agência Brasil

atualizado 14/07/2019 15:37

A principal pauta do governo de Jair Bolsonaro (PSL) até o momento é a reforma da Previdência. Uma vez aprovada, a equipe econômica aposta as suas fichas na reforma tributária. Entre os pontos ora em estudo pelo governo está a redução da alíquota máxima do Imposto de Renda para pessoas físicas, dos atuais 27,5% para 25%, e para empresas, de 34% para 25%. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

As mudanças no imposto de renda devem ser propostas em agosto. Antes disso, conta a reportagem, o governo deve propor a fusão de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, CSLL e o IOF) no imposto único federal, com uma alíquota de 15%.

Ainda de acordo com a publicação, o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, tem analisado como baixar o percentual desse imposto. Uma das alternativas é transferir a CSLL para o Imposto sobre Pagamentos (IP), novo tributo a ser aplicado a qualquer transação.

A reportagem teve acesso ao conteúdo de uma das atas de uma reunião sobre a reforma que ocorreu na semana passada, no Ministério da Economia. De acordo com o material, a equipe conta com a opinião pública para repercutir a reforma, que tem potencial de ser mais popular que a da Previdência.

No encontro, Cintra teria defendido que a “reforma previdenciária é fundamental para a solvência do país”, mas que a tributária será de mais interesse da população, porque “mexe no bolso de todo mundo”.

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