Governo federal deixou de usar R$ 80 bi no combate à Covid-19 em 2020

Foram destinados R$ 604,7 bilhões em medidas contra a crise causada pela pandemia. Desse total, R$ 524 bilhões tiveram utilização feita

atualizado

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O governo brasileiro deixou de usar, no ano passado, cerca de R$ 80 bilhões destinados ao combate do novo coronavírus. O montante equivale a 13,2% do total previsto (R$ 604,7 bilhões). Dessa maneira, foram pagos R$ 524 bilhões em gastos com Covid-19 até dezembro de 2020.

Do total programado para 2021 (R$ 40,5 bilhões), apenas R$ 3,1 bilhões foram pagos.

Os dados constam em um painel de monitoramento atualizado diariamente pelo Tesouro Nacional.

Dos recursos parados em 2020, a maior parte deveria ser usada no pagamento do auxílio emergencial, benefício destinado a famílias de baixa renda durante a pandemia.

O governo federal reservou R$ 322 bilhões para o auxílio emergencial, mas usou R$ 293,1 bilhões.

Os depósitos do benefício se encerraram em dezembro do ano passado, mas o governo federal estuda pagar novas parcelas neste ano.

Outros recursos pouco utilizados foram destinados ao pagamento do benefício emergencial de manutenção do emprego e da renda (BEm) e à aquisição de vacinas.

O BEm é destinado a trabalhadores que tiveram a jornada de trabalho e o salário reduzidos ou suspensos durante a crise causada pela pandemia de Covid-19.

De R$ 51,5 bilhões destinados ao BEm, o governo usou R$ 33,5 bilhões. Mais de 9,8 milhões de trabalhadores aderiram ao programa, segundo o Ministério da Economia.

Já o montante destinado à aquisição de vacinas teve o pior desempenho. De R$ 24,5 bilhões, foram usados apenas R$ 2,2 bilhões, o equivalente a 8,9% do total.

A primeira dose da vacina contra o novo coronavírus foi aplicada apenas em 17 de janeiro deste ano, em uma enfermeira negra de 54 anos.

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Enfermeira Mônica Calazans
Enfermeira Monica Calazans recebe segunda dose da Coronavac e padre Júlio Lancellotti é vacinado em São Paulo
Enfermeira Monica Calazans recebe segunda dose da Coronavac em São Paulo
Enfermeira Mônica Calazans recebe segunda dose da Coronavac em São Paulo
Monica Calazans foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil
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A aplicação ocorreu minutos depois de a Coronavac, vacina do laboratório Sinovac produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, ter sido aprovada emergencialmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O evento ocorreu com a presença do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

No Reino Unido, por exemplo, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 foi aplicada em 8 de dezembro.

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