Governo estuda elevar benefícios de servidores em vez de salários

Para a estratégia se consolidar, seria necessário propor mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022

atualizado 04/02/2022 13:42

Na imagem colorida. Um homem está posicionado no centro. Ele usa terno e gravata, tem cabelos curtos e grisalhos e olha atentamente para a frente Rafaela Felicciano/Metrópoles

O governo estuda elevar o valor de benefícios recebidos pelo funcionalismo público, como o vale-alimentação de R$ 458 e o auxílio-pré-escolar de R$ 321 mensais, em vez de conceder os reajustes salariais reivindicados pela classe. Os valores tiveram o último reajuste em 2016.

De acordo com fontes da equipe econômica ouvidas pelo Metrópoles, a medida “está em exame” e deve contemplar todas as categorias, não apenas os policiais, como o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia sinalizado anteriormente em pleno ano eleitoral.

A promessa do mandatário do país causou revolta entre os servidores, que se organizaram em protestos na frente do Ministério da Economia e do Banco Central, em Brasília. Grande parte das categorias do funcionalismo está sem reajuste já há cinco anos.

Atualmente, a verba do governo para conceder esse aumento salarial é de R$ 1,7 bilhão. O valor, entretanto, é insuficiente, mas não há mais espaço no Orçamento 2022 para isso. Neste cenário, técnicos pensam em reajustar os benefícios, o que teria alcance amplo e impacto reduzido nos cofres públicos.

Para a estratégia se consolidar, seria necessário propor mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, uma vez que o texto proíbe reajuste nesses benefícios. Caso a mudança ocorra, novos valores poderão ser indexados por meio de portaria ministerial.

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