Fazenda revisa para baixo, em 2,3%, a projeção para PIB de 2025

No último Boletim Macrofiscal, feito pela Secretaria de Política Econômica (SPE), a projeção era de crescimento de 2,5% do PIB do Brasil

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília
1 de 1 Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A projeção de crescimento da economia brasileira em 2025 caiu de 2,5% para 2,3%, segundo relatório divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira  (11/9). A revisão está relacionada ao resultado abaixo do esperado observado para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre comparativamente ao projetado em julho, repercutindo canais potentes de transmissão da política monetária ao crédito e atividade.

Segundo a Fazenda, o PIB do segundo trimestre revelou moderação no crescimento de atividades e contribuição negativa da absorção doméstica para o crescimento. “O ritmo de expansão das concessões de crédito tem se reduzido, junto com o aumento nas taxas de juros bancárias e na inadimplência”.

A pasta justificou que, embora a taxa de desemprego siga no menor patamar da série histórica, já é possível perceber uma tendência de desaceleração na expansão da massa de rendimentos real.

Os dados sobre o avanço da economia brasileira fazem parte do Boletim Macrofiscal de Setembro, divulgado pela SPE. O Macrofiscal é um relatório bimestral responsável por divulgar as projeções de curto e médio prazo para os indicadores de atividade econômica e de inflação, utilizados no processo orçamentário da União.

Impactos do tarifaço

A SPE afirma que as estimativas apontam que o impacto das tarifas é modesto. De agosto de 2025 a dezembro de 2026, as tarifas devem levar à queda de 0,2 ponto percentual (pp) no PIB comparativamente ao cenário de referência. Esse impacto está associado à diminuição da demanda externa e seus efeitos, principalmente, sobre o
investimento.

“As exportações líquidas se reduzem em 0,1 pp como proporção do PIB, com a queda nas vendas aos EUA sendo apenas parcialmente compensada pelo redirecionamento a outros destinos”, afirma a pasta.

A Fazenda diz, ainda, que a taxa de desemprego aumenta 0,1 pp no acumulado do período. A perda estimada de empregos é de, aproximadamente, 138 mil postos de trabalho, concentrados na  indústria (71,5 mil, -0,4% do estoque de trabalhadores), nos serviços (51,8 mil, -0,1% do estoque) e, em menor escala, na agropecuária (14,7 mil, -0,1% do estoque).

Em agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs tarifas de 50% contra produtos brasileiros.


O PIB

  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano.
  • Uma alta significa que a economia está crescendo em um ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
  • A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento do país neste ano é de 2,1%.
  • Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil avançará 2,19% em 2025.
  • Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, ante crescimento de 3,2% no ano anterior.

O PIB do 3º tri para a Fazenda

A economia brasileira cresceu 0,4 % no segundo trimestre, representando desaceleração no crescimento da atividade econômica. A expectativa da Fazenda é de que o PIB do terceiro trimestre desacelere em comparação ao período anterior. Segundo o Macrofiscal, a previsão é de que a economia avance apenas 0,4% na margem, ante alta
de 0,3% no segundo trimestre.

“Na margem, o ritmo de crescimento passou de 1,3% no primeiro trimestre para 0,4% no segundo, repercutindo a queda na produção da indústria de transformação e construção e a redução nos serviços prestados pela administração pública. Pela ótica da demanda, houve desaceleração no consumo das famílias e recuo no consumo do governo e no investimento”, afirmou o texto.

Outras projeções para 2025 e 2026

2025

PIB real: 2,3%
IPCA (inflação) acumulado: 4,8%
INPC acumulado: 4,7%
IGP-DI acumulado: 2,6%

2026

PIB real: 2,4%
IPCA (inflação) acumulado: 3,6%
INPC acumulado: 3,3%

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