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PIB perde força e cresce 0,4% no 2º trimestre

Dados sobre o desempenho do PIB foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (2/9)

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,4% no segundo trimestre (abril, maio, junho), comparado ao primeiro trimestre. O desempenho representa desaceleração do crescimento da atividade econômica do país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (2/9).

O resultado do 2º trimestre veio levemente acima da projeção do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB. O IBC-Br estimava crescimento de 0,3% no período.

Com isso, o PIB cresceu pelo 16º trimestre consecutivo e atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. Os segmentos de serviços e consumo das famílias também atingiram patamares recordes.

Entre os principais setores produtivos, serviços (0,6%) e indústria (0,5%) registraram altas na comparação trimestral. Enquanto a agropecuária (-0,1%) não mostrou variação significativa, de acordo com o IBGE.


O PIB do Brasil


IBGE vê desaceleração da economia

A coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, afirma que o arrefecimento do crescimento da economia “era um efeito esperado a partir da política monetária restritiva (alta nos juros) iniciada em setembro do ano passado”.

“As atividades Indústrias de Transformação e Construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário”, avalia a coordenadora, acrescentando que o setor de serviços é o menos impactado pelos juros altos.

Em valores correntes, o PIB acumulou R$ 3,2 trilhões entre abril e junho, sendo:

  • R$ 2,7 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos; e
  • R$ 431,7 bilhões de Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento chegou a 16,8% do PIB, acima dos 16,6% do segundo trimestre de 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 16,8% no ano passado, superando os 16,2% registrados no mesmo trimestre de 2024.

No que se refere à demanda, destacou-se expansão da despesa de consumo das famílias (0,5%). Por outro lado, o consumo do governo (-0,6%) e a formação bruta de capital fixo (-2,2%) caíram no trimestre.

Em relação ao setor externo, as exportações tiveram variação positiva de 0,7% e contribuíram para o resultado positivo do PIB, enquanto as importações recuaram 2,9% em relação ao primeiro trimestre. “Está sendo um ano bom para o agro e para a indústria extrativa, que são commodities que o país exporta”, avalia Palis.

De acordo com o IBGE, o consumo das famílias e o setor externo sustentaram o crescimento do PIB, já que houve queda no consumo do governo. “O total de salários reais segue crescendo e há uma manutenção dos programas governamentais de transferência de renda, o que contribui para o consumo das famílias”, explicou a coordenadora.

Confira os destaques do PIB em comparação ao trimestre anterior:

  • Agropecuária: -0,1%
  • Indústria: 0,5%
  • Serviços: 0,6%
  • Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos): -2,2%
  • Consumo das famílias: 0,5%
  • Consumo do governo: -0,6%
  • Exportações: 0,7%
  • Importações: -2,9%

PIB cresce 2,2% frente ao 2º trimestre de 2024

Em comparação com o segundo trimestre de 2024, a economia brasileira avançou 2,2%, com destaque para as altas na agropecuária (10,1%), na indústria (1,1%) e nos serviços (2%).

“O crescimento interanual do primeiro trimestre já foi significativo. O clima favorável explica as estimativas recordes para a safra recorde de milho e de soja, que puxam esses bons resultados da agropecuária”, avalia Palis.

No semestre e no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 2,5% e 3,2%, respectivamente.

Confira os destaques do PIB na comparação com o 2º tri de 2024:

  • Agropecuária: 10,1%
  • Indústria: 1,1%
  • Serviços: 2%
  • Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos): 4,1%
  • Consumo das famílias: 1,8%
  • Consumo do governo: 0,4%
  • Exportações: 2%
  • Importações: 4,4%

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