Fazenda prevê inflação a 4,6% em 2025 e IPCA dentro da meta em 2026

O Ministério da Fazenda espera a convergência da inflação ao centro da meta a partir de 2027, conforme o Boletim Macrofiscal

atualizado

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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção da inflação em 2025. A variação do indicador passou de 4,8% para 4,6%, valor ainda acima do teto da meta, que é de 4,5%.

A revisão, segundo a SPE, é devido a efeitos defasados do real mais apreciado, a menor inflação no atacado agropecuário e industrial, e o excesso de oferta de bens em escala mundial como reflexo dos conflitos comerciais.

A SPE aponta também que é importante notar que essa estimativa considera bandeira tarifária amarela para as tarifas de energia elétrica em dezembro, repercutindo quadro de escassez hídrica projetado para o ano. “Se, contudo, a bandeira for verde, crescem as chances de inflação dentro do intervalo da meta ainda em 2025″, avaliou.

A Fazenda também projeta que o Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 3,5% em 2026, dentro do intervalo da meta de inflação (de 1,5% a 4,5%). De 2027 em diante, a pasta espera a convergência da inflação ao centro da meta.

Os dados sobre o IPCA fazem parte do Boletim Macrofiscal de Novembro, divulgado nesta quinta-feira (13/11).

O Macrofiscal é um relatório bimestral responsável por divulgar as projeções de curto e médio prazo para os indicadores de atividade econômica e de inflação, utilizados no processo orçamentário da União.

Plano Brasil Soberano

Segundo a SPE, a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde agosto de 2025, já impactou negativamente as exportações brasileiras. De agosto a outubro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram cerca de US$ 2,5 bilhões, ou 24,9%, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.

No entanto, a secretaria afirma que as medidas de diversificação e apoio governamental têm limitado os impactos das tarifas norte-americanas sobre o setor exportador.

“O impacto das tarifas norte-americanas vem sendo parcialmente compensado pela diversificação de mercados e pelo conjunto de políticas de apoio implementadas, relevantes para sustentar a capacidade produtiva, a geração de empregos e a resiliência do setor exportador, além de amparar as contas externas brasileiras”, disse.

O relatório também aponta o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano, Donald Trump, deve ajudar o país no diálogo com os EUA pela diminuição das tarifas.

Outras projeções para 2025 e 2026

2025

PIB real: 2,2%
IPCA (inflação) acumulado: 4,6%
INPC acumulado: 4,5%
IGP-DI acumulado: 1,4%

2026 

PIB real: 2,4%
IPCA (inflação) acumulado: 3,5%
INPC: 3,3%

 

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