Estrangeiros deixam de investir na bolsa brasileira e julho tem baixa

A B3 e o índice Ibovespa registraram quedas. O segmento secundário da B3 perdeu o equivalente a R$ 7,1 bilhões

atualizado 02/08/2021 8:24

Michael Melo/Metrópoles

Com o fim do mês de julho, a bolsa brasileira registrou significativas quedas em decorrência da retirada de investimentos estrangeiros. O levantamento é do jornal Valor Econômico.

O segmento secundário da B3, por exemplo, perdeu R$ 7,1 bilhões até o dia 28 de julho, a maior queda desde o mês de março. Além disso, o índice Ibovespa também registrou uma queda no volume de negócios do mês de julho.

Segundo calculou o Valor, o giro financeiro médio do índice Ibovespa foi de R$ 19,5 bilhões, no mês de julho. As perdas do Ibovespa foram de 3,9% em julho, menor volume desde abril de 2020. O último pregão registrado foi de 121.800 pontos.

Especialistas ouvidos pelo Valor avaliam que a retirada de investimentos estrangeiros seja uma prática efêmera. Alguns até se referem ao fenômeno como “pequena tempestade”.

“É mais um ajuste pontual do que uma inversão de tendência, que é de que o fluxo deve seguir positivo. O mês foi mais volátil e o investidor ficou mais avesso ao risco. Então, [o movimento] foi mais de realização”, afirma o responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi.

Taxa Selic

No começo de 2021,o mercado financeiro alterou as expectativas sobre a taxa básica de juros, a taxa Selic, para este ano e 2022. Agora, a Selic deverá encerrar 2021 com uma taxa de 3,25% ao ano e 2022, a 4,75%.

As mudanças foram divulgadas no relatório de mercado Focus (leia aqui a íntegra do documento) divulgado em janeiro pelo Banco Central (BC).

Na prática, houve acréscimo de 0,25 ponto percentual, em cada ano, sobre a previsão divulgada nas últimas semanas. Hoje, a taxa Selic está em 2% ao ano, o menor patamar de toda a série histórica.

O BC ressaltou que as condições para manutenção do “forward guidance”, mecanismo que impede aumento do juro básico, podem não ser mais atendidas em breve, o que indica possível elevação da taxa Selic.

No entanto, adicionou que, “embora haja a possibilidade de o forward guidance ser retirado em breve, isso não implicaria mecanicamente aumento de juros”.

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