Em um mês, PIX movimentou R$ 78 bilhões e registrou aumento de adesões

Os números mostram que a adesão dos brasileiros ao Pix tem crescido: houve acréscimo de 169,5% no valor de transações realizadas

atualizado 16/12/2020 11:19

Michael Melo/Metrópoles

Nesta quarta-feira (16/12), completa-se um mês desde que o Pix foi lançado oficialmente. Desde então, R$ 78,037 bilhões foram movimentados pelo sistema, por meio de 87.558.134 transações.

As informações são do Banco Central (BC), referentes aos dados do primeiro dia do programa até a última segunda-feira (14/12). Desde o início da divulgação, 45,8 milhões de pessoas e 2,9 milhões de empresas se cadastraram no Pix.

Em um mês, o Pix teve 114,4 milhões de chaves cadastradas. Cada pessoa pode escolher até três chaves: a que tem maior número de registros, segundo o BC, é o Cadastro de Pessoa Física (CPF) – foram 39,7 milhões de chaves.

Aumento no número de transações

Os números mostram que a adesão dos brasileiros ao Pix tem crescido: entre a primeira e a última semana de funcionamento, houve acréscimo de 169,5% no valor de transações realizadas.

No início, entre 16 e 23 de novembro, o programa registrou 12,2 milhões de transações, que somam R$ 9,3 bilhões. Na última semana, entre 4 e 11 de dezembro, o BC contabilizou 29,7 milhões de transações, que somam R$ 25,1 bilhões.

Crescimento em 2021

Leandro Vilarinho Borges, advogado e especialista em regulamentação de instituições financeiras e fintechs, analisa que, no próximo ano, a tendência é de crescimento na quantidade e no valor de transações via Pix.

“Esse número vai aumentar cada dia mais, é uma questão cultural. Um mês atrás, todo mundo fazia Ted, Doc e boleto. Agora as pessoas já venceram uma primeira falha, que era entender como serve o Pix. Isso naturalmente vai gerar mais transações”, explica.

Para o especialista, algumas pessoas ainda têm desconfiança sobre a segurança do sistema e, para resolver esse problema, as instituições financeiras devem informar aos clientes sobre o funcionamento do Pix.

“O grande desafio é trazer as pessoas que são desbancarizadas para esse mercado. Ensinar a elas que existem outros mecanismos de pagamento que não são dinheiro vivo. O receio de usar o Pix vai ser rapidamente vencido uma vez que as pessoas que já fazem TED ou pagamento com o cartão entenderem como funciona. É uma questão simplesmente de adaptação e de costume”, analisa.

 

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