Em um mês, cartórios notificam 37,3 mil movimentações suspeitas
Desde fevereiro, Unidade de Inteligência Financeira (UIF) monitora registros de imóveis e empresas que possam praticar lavagem de dinheiro
Com um mês de vigência da nova regra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga cartórios a comunicar operações suspeitas de lavagem de dinheiro
Em fevereiro, o CNJ definiu a obrigatoriedade de os tabeliães e oficiais de registro informarem movimentações suspeitas à Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Banco Central, o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que faz o monitoramento deste tipo de operação.
Além da lavagem de dinheiro, a UIF também tenta conter o possível financiamento de atos terroristas, casos de corrupção, tráfico de drogas e organizações criminosas.

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Ver todasEles devem comunicar registros, operações e mesmo propostas de operações que tenham inconsistências em “valores, forma de realização, finalidade, complexidade, instrumentos utilizados” ou que não tenham fundamento econômico ou legal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesÀ Agência Brasil, a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) afirmou que os cartórios já lideram as notificações de movimentações suspeitas, incluindo bancos, joalherias e cooperativas de crédito.
De posse dos casos suspeitos, a UIF elabora relatórios e os encaminha do Ministério Público (MP). A partir daí, o MP pode investigar e propor ações criminais caso encontre indícios suficientes de que podem haver crimes envolvidos nas operações.



