Em 2017 será possível leiloar áreas unitizáveis, inclusive no pré-sal, diz Ministério de Minas e Energia
Leilões estão previstos para o próximo ano como forma de reaquecer setor de óleo e gás. Segundo secretário, estudos da área devem estar prontos em seis meses

Para reaquecer o setor de óleo e gás no País, o governo prevê levar a leilão no próximo ano as primeiras áreas de unitização. Essas áreas são reservas contíguas aos campos já concedidos no pré-sal, como Carcará, na Bacia de Santos, que extrapolam os limites geográficos dos campos. A previsão do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, é que em até seis meses sejam concluídos os estudos sobre as áreas.

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Ver todasCarcará é uma concessão da Petrobras, operadora com 66% de participação em consórcio formado por Petrogal (14%), Barra Energia e QGEP (10% cada). Já Gato do Mato é concessão da Shell (80%) e da Total (20%).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém delas, há 18 outras áreas que poderiam ser alvo de unitização, segundo dados da PPSA. Como essas áreas extrapolam os limites geográficos das concessões, pertencem à União. Os estudos em curso visam determinar o tamanho e as condições das reservas excedentes e a viabilidade de levá-las a leilão para exploração por outras empresas.
“Estimamos seis meses para que estudos sejam concluídos, e aí submeteremos a proposta de contratação de todas essas áreas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)”, completou Marco Antonio Almeida. Segundo ele, o País vive um cenário “complexo” e “extremamente desafiador” diante da crise política e econômica, mas o governo tem “compromisso” com o setor de óleo e gás.
A medida, disse ele, integra um conjunto de quatro iniciativas do governo adotadas para destravar a atividade econômica ligada à indústria de petróleo, afetada pelo corte de investimentos das empresas com a queda nas cotações internacionais do barril e com a crise na Petrobras. “Revitalização desse setor pode contribuir enormemente para a revitalização do País”, pontuou.
As outras medidas são a prorrogação do Repetro, regime especial de tributação para produtos da cadeia; estímulo à manutenção da produção em campos maduros parados há mais de seis meses e a renovação antecipada de concessões da Rodada Zero, que venceriam em nove anos.



