Dólar dispara com petróleo, juros nos EUA e eleições no Brasil. Bolsa cai
Moeda americana avançou 1,28% sobre o real, cotada a R$ 5,16. Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,86%

O dólar registrou forte alta de 1,28% frente ao real, cotado a R$ 5,16, nesta quarta-feira (23/9). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,86%, aos 185,8 mil pontos.
Fontes recorrentes de tensão — o preço do petróleo, a perspectiva de elevação dos juros nos Estados Unidos e as eleições no Brasil — voltaram a influenciar os mercados de câmbio e de ações. Esses foram os fatores que deram o tom dos negócios durante a sessão, marcada por forte aversão ao risco.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasNo caso do petróleo, os preços dos principais indicadores subiram. Os contratos para novembro do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, fecharam em alta de 3,86%, a US$ 103,08. Para o mesmo mês, o tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançou 1,81%, a US$ 92,16 por barril.
No dia anterior, a cotação da commodity oscilou bastante, mas fechou em queda, a quinta seguida, com a perspectiva de retomada de negociações para um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEssa possibilidade voltou a perder força com declarações do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira. Ele disse que o país não se renderá na guerra com os EUA.
Juros nos EUA
Em relação aos juros americanos, integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) têm dado declarações mais duras sobre as perspectivas para as taxas básicas no país. Com isso, as apostas de novos aumentos ainda neste ano encorparam.
Em 2026, o Fed realizará mais duas reuniões para definir a política monetária do país. A primeira delas ocorrerá em 28 de outubro e a segunda, em 9 de dezembro.
Dois aumentos
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de uma elevação de 0,25 ponto percentual dos juros em outubro passaram de 55,4%, na terça (22/9), para 70,9%, nesta quarta. A projeção de duas altas ainda neste ano (em outubro e em dezembro, portanto) subiu de 42,3% para 53,7%.
Na semana passada, o banco central americano elevou a taxa em 0,25 ponto percentual, fixando-a no intervalo entre 3,75% e 4,00%. O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) também aumentaram os juros.
Treasuries e bolsas
Os títulos da dívida dos Estados Unidos, os Treasuries, também dispararam no pregão. A taxa de 10 anos atingiu nova máxima desde 2007. A de 30 anos bateu a máxima que prevalecia desde 2004. Nesse caso, ela passou de 5,303% para 5,397%.
A elevação desse rendimento tem forte impacto nos mercados. Ela tende, por exemplo, a elevar a atratividade dos Treasuries em detrimento de aportes em ativos de risco, caso das ações.
Com isso, as bolsas europeias e americanas também caíram. Em Wall Street, as baixas foram de 0,75%, no S&P 500; de 0,68%, no Dow Jones; e de 1,13%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.
Eleições
No quadro eleitoral, uma nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou a vantagem numérica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) num eventual segundo turno da corrida presidencial.
De acordo com o levantamento, Lula tem 47,7% contra 47,4% de Flávio nessa situação. Na rodada anterior, o senador tinha 47,2% ante 46,8% do presidente. O fato, contudo, é que ambos seguem empatados sem alteração relevante de cenário.



