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Economia

Dólar sobe e Bolsa cai com petróleo acima de US$ 100 e tensão no STF

Moeda americana subiu 0,51%, a R$ 5,11. Ibovespa recuou 0,93%. Barril da commodity subiu depois que petroleiros foram atacados em Ormuz

09/09/2026 09:33, atualizado 09/09/2026 17:29
Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólar norte-americano

O dólar registrou alta de 0,51% frente ao real, cotado a R$ 5,11, nesta quarta-feira (9/9). Na véspera, a moeda americana anotou um recuo expressivo de 0,86%, a R$ 5,08, impulsionado pelo acirramento da disputa eleitoral no Brasil.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,93%, aos 185,6 mil pontos. No pregão anterior, ele subiu 1,20%, aos 187,3 mil pontos.

Nesta sessão, os investidores acompanharam o acirramento da guerra no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã iniciaram o que está sendo considerada a maior onda de ataques recíprocos contra a navios desde o início do confronto, em 28 de fevereiro.

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Nesta quarta-feira, o Irã informou que atacou dez embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz, por onde é escoado perto de um quinto da produção mundial de petróleo. Isso ocorreu, segundo Teerã, depois que os EUA afundaram cinco petroleiros iranianos.

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Nesse cenário, o preço internacional do petróleo voltou a superar a casa dos US$ 100, o que não ocorria desde julho. O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, avançou 3,36%, a US$ 101,21. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subia 3,25%, a US$ 96,05.

Inflação e juros

Analistas de bancos americanos estimam que o preço do Brent poderá oscilar entre US$ 95 e US$ 120 caso os choques continuem até o fim do ano. Nesse quadro, volta à cena o temor de uma pressão inflacionária global, cujo resultado direto mais provável é um aumento de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Análise

Na avaliação de Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da Convexa, no cenário doméstico, a agenda econômica desta quarta-feira foi fraca. As atenções permaneceram divididas entre o cenário eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a escalada do petróleo no exterior”, diz. O governo também publicou uma medida provisória destinando R$ 6,6 bilhões para subvenções à produção e importação de combustíveis. Desse total, R$ 5,6 bilhões serão direcionados ao óleo diesel de uso rodoviário.”

No exterior, acrescenta Dadoorian, o petróleo Brent voltou a superar a marca dos US$ 100 por barril. “A alta da commodity ampliou as preocupações com a inflação global e veio acompanhada de avanço dos rendimentos dos Treasuries (os títulos da dívida do Tesouro americano)”, afirma. “O juro do título americano de dez anos chegou a 4,837%, maior nível desde novembro de 2023.”

Na renda fixa brasileira, os juros futuros abriram em forte alta nesta quarta-feira, com a pressão concentrada principalmente nos vértices intermediários e longos da curva, devolvendo parte do alívio observado no pregão anterior. Diz o analista: “O movimento ocorreu em meio à piora do ambiente externo, com a disparada do petróleo ampliando as preocupações inflacionárias e pressionando os rendimentos dos Treasuries, enquanto o cenário político doméstico permaneceu no radar dos investidores.”