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Economia

Dólar e Bolsa fecham estáveis após euforia com avanço de Flávio em pesquisa

Moeda americana registrou leve queda de 0,07% sobre o real, cotada a R$ 5,10. Ibovespa, o principal índice da B3, fechou em baixa de 0,01%

03/09/2026 17:08
Getty Images
Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles

O dólar registrou leve queda de 0,07% frente ao real, cotado a R$ 5,10, nesta quinta-feira (3/9). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou com pequena baixa de 0,01%, aos 185,1 mil pontos. Pequenas, as variações indicam estabilidade dos indicadores.

Na véspera, a moeda americana despencou 0,93%, atingindo a marca de R$ 5,10. O Ibovespa, por sua vez, disparou 3,06%, aos 185,2 mil pontos. No pregão, o indicador chegou a alcançar os 186 mil pontos, às 12h13.

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Os dois movimentos — tanto a queda do dólar como o avanço do Ibovespa — ocorreram depois da divulgação de uma pesquisa eleitoral. Ela mostrou uma redução expressiva da diferença entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

De acordo com o levantamento, Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio soma 41%. Os dois estão empatados tecnicamente.

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Distância

A distância entre ambos em um eventual segundo turno, que agora chegou a um ponto percentual, era de oito pontos em 26 de julho. Foi essa aproximação que a maior parte dos investidores, abertamente favorável à eleição de Flávio, comemorou.

Nesta quinta-feira, na avaliação de analistas, os mercados — notadamente, a Bolsa — abriram ainda sob efeito dos números do levantamento, sustentando o que os analistas chamam de “rali eleitoral”.

“Rali” é o termo que os operadores usam para definir uma sequência de altas no mercado de capitais. Nesse contexto, no início da sessão, o Ibovespa chegou a 188,8 mil pontos, patamar que havia sido alcançado apenas no fechamento de 28 de abril. Depois disso, porém, o índice perdeu força.

Impacto

E o impacto da pesquisa foi intenso no mercado de capitais. A valorização da Bolsa acrescentou R$ 13vam6,2 bilhões ao valor de mercado das empresas brasileiras. Segundo levantamento da Elos Ayta, o valor consolidado das 302 companhias listadas na B3 passou de R$ 4,994 trilhões para R$ 5,131 trilhões no pregão.

Nesta quinta-feira, os agentes econômicos também aguardavam a divulgação de pesquisa eleitoral do Datafolha. O levantamento seria veiculado depois do fechamento da B3.

Petróleo

A guerra entre Estados Unidos e Irã, outro vetor dos mercados de câmbio e ações, segue em segundo plano. Nesta quinta-feira, as principais cotações do petróleo fecharam de forma mista.

O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recuou 0,12%, a US$ 95,52. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subiu 0,66%, a US$ 91,81.

Bolsas e dólar no mundo

Na Europa, a maioria das bolsas fechou em alta. O índice Stoxx 50 avançou 0,27%. O DAX, de Frankfurt, e o CAC 40, de Paris, também subiram: 0,65% e 0,07%, respectivamente. O FTSE 100, de Londres, anotou valorização de 0,70%.

Em Wall Street, o dia foi de altas expressivas. Às 16h10, elas eram de 1,10%, no S&P 500; de 1,16%, no Dow Jones; e de 1,50%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), às 16h15, registrava queda de 0,60%, aos 98,96 pontos.

Análise

Na avaliação de Emerson Junior, da mesa de câmbio da Convexa, a cotação do dólar em relação ao real descolou-se do cenário internacional. “Foi um dia de realização de lucros no mercado doméstico e expectativa pela nova pesquisa do Datafolha”, diz. “A Bolsa também operou em leve baixa, acompanhando o movimento de cautela e realização.”

No exterior, nota o analista, o apetite ao risco cresceu depois de declarações de Christopher Waller, membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). “Ele afirmou que a inflação apresenta progressos lentos, mas contínuos, levando os investidores a reduzir as apostas de uma alta de juros em setembro”, afirma o especialista.

Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, nota que os rendimentos dos Treasuries (os títulos da dívida dos Estados Unidos) recuaram depois que Waller sinalizou estar aberto à manutenção dos juros na reunião do Fed de setembro, caso os próximos dados confirmem uma melhora da inflação. “A declaração favoreceu os mercados acionários”, diz.