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Economia

Dólar cai e Bolsa deslancha com capital estrangeiro e disparada do petróleo

Moeda americana registrou queda de 0,47% em relação ao real, cotada a R$ 5,15. Ibovespa anotou a décima alta seguida, com avanço de 1,30%

01/09/2026 17:09, atualizado 01/09/2026 17:18
Getty Images
Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles

O dólar registrou queda de 0,47% frente ao real, cotado a R$ 5,15, nesta terça-feira (1º/9). Durante a sessão, contudo, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 5,13. Na véspera, ela havia ficado em R$ 5,17.

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta pela 10ª vez seguida. Desta vez, a elevação foi de 1,30%, aos 179,7 mil pontos. No pregão, às 11h40, o indicador subiu mais de 2%, atingindo 181 mil pontos, patamar só alcançado em maio deste ano. A partir daí, o índice começou a minguar rumo ao patamar entre 160 mil e 170 mil pontos.

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Na avaliação de Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, os resultados nos mercados de câmbio e ações, com baixa do dólar e alta do Ibovespa, foram consequência do aumento do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.

“Após semanas de postura defensiva e saídas de recursos, o investidor internacional voltou a ingressar no país para aproveitar o momento das ações locais”, diz Nossig. “Essa entrada maciça de divisas aumentou a oferta da moeda americana no mercado doméstico, provocando uma pressão vendedora e garantindo o fortalecimento do real na sessão.”

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Motor

Para a analista, o motor que impulsionou a entrada de capital externo foi o setor de commodities da Bolsa, com destaque central para as empresas petroleiras. “Diante da escalada das tensões no Oriente Médio e do consequente salto nos preços do barril de petróleo, as grandes gestoras globais voltaram seus olhares para gigantes como a Petrobras”, diz.

“A busca por papéis ligados à energia — vistos como estratégicos, pagadores de dividendos e atraentes em termos de valor de mercado — fez com que os estrangeiros aportassem nessas companhias, exigindo uma conversão direta de dólares em reais para a liquidação das compras na Bolsa brasileira.”

Petróleo

No exterior, com o agravamento da guerra EUA-Irã, o preço do petróleo no mercado internacional superou o patamar dos US$ 95 por barril. O tipo Brent, referência internacional da commodity, aumentou 7,65%, a US$ 95,13. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subiu 5,62%, a US$ 90,61.

PIB do Brasil

No cenário interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre de 2026. Ele cresceu 0,5%, pouco acima do esperado pelo mercado (+0,4%). A economia brasileira movimentou R$ 3,4 trilhões no período.

Ibovespa

João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, observa que o Ibovespa foi fortemente impulsionado pela alta de 4,2% dos papéis da Petrobras, que têm grande peso no índice. A Vale e os grandes bancos, que afetam fortemente o indicador, também avançaram.

“O PIB Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre, puxado pelo agro, com consumo das famílias e indústria fracos, o que reforça expectativas de mais um corte da taxa básica de juros, a Selic”, diz. “Esse movimento ajuda no fechamento da curva de juros local, que caiu por volta de 0,50% nas pontas intermediárias e longas.”

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