Dólar cai a R$ 3,79 e fecha no menor nível desde 20 de março

Ibovespa atinge nível recorde com avanço da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados

Arquivo/Agência BrasilArquivo/Agência Brasil

atualizado 04/07/2019 19:00

A aprovação do texto-base da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara levou o dólar a fechar abaixo de R$ 3,80 pela primeira vez desde 20 de março, quando terminou cotado em R$ 3,76. Com o feriado nos Estados Unidos, por causa do Dia da Independência, o volume de negócios no mercado de câmbio foi menor nesta quinta-feira (0e os investidores passaram o dia antenados com os eventos em Brasília. No final do dia, o dólar à vista terminou em baixa de 0,70%, a R$ 3,7994.

O real foi uma das moedas que mais ganharam força perante o dólar no mercado internacional, atrás apenas do peso argentino. A leitura dos investidores é que a aprovação desta quinta abre espaço para o texto da Previdência ser aprovado no plenário da Câmara antes do recesso parlamentar.

Com essa visão, tesourarias de bancos e fundos desmontaram posições defensivas no câmbio, de acordo com operadores. Além disso, exportadores aproveitaram para vender a moeda americana e na mínima, o dólar caiu a R$ 3,78.

Para o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, após a aprovação do texto-base, para o dólar cair ainda mais será preciso o texto passar pelo plenário da Câmara. Mas já agora as cotações embutem uma perspectiva de melhora da economia com o avanço das medidas que alteram as aposentadorias no Brasil

Na tarde desta quinta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu um pacote de medidas para ser tocado após a aprovação da reforma. No exterior, Velloni destaca que os investidores estão com expectativa positiva para a reformas, mas o tom ainda é de prudência, esperando avanços concretos antes de aportar recursos Após o fechamento do câmbio, as mesas monitoravam ainda a votação dos destaques.

Pico histórico do Ibovespa
O Ibovespa atingiu novo pico histórico nesta quinta, com investidores celebrando o avanço da reforma da Previdência no Congresso. Em sintonia com o tom positivo dos demais ativos domésticos, o Ibovespa começou sua escalada ainda pela manhã e se firmou na casa dos 103 mil pontos com o início dos trabalhos da comissão especial da Câmara.

Pela tarde, minutos antes da aprovação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), o índice tocou momentaneamente os 104 mil pontos, para depois experimentar um arrefecimento moderado e fechar em alta de 1,56%, no nível recorde de 103.636,17 mil pontos.

Depois de avançar 4,06% no mês passado, o principal índice da B3 já acumula valorização de 2,64% nos quatro primeiros pregões de julho. Das 66 ações que compõem o índice, apenas três encerraram o pregão em queda.

A liquidez foi boa (R$ 13,51 bilhões), com volume negociado próximo da média, apesar de as bolsas americanas estarem fechadas por conta do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

Isso sugere que a alta do mercado acionário doméstico é consistente e, mesmo em caso de vendas para realização de lucros no último dia, o índice deve se manter acima dos 100 mil pontos.

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