Dívida bruta do governo cai para 76,8% do PIB em outubro, diz BC

Em 2022, a dívida pública foi reduzida em 3,5 pontos percentuais, passando de 80,3% para 76,8% do PIB, segundo dados do Banco Central

atualizado 30/11/2022 11:25

Imagem notas de real no valor de 100 reais e 50 reais | Metrópoles Reprodução/ Pexels

A dívida bruta do governo federal registrou uma ligeira queda em outubro deste ano, na comparação com setembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30/11) pelo Banco Central (BC).

A dívida pública bruta recuou de R$ 7,762 trilhões para R$ 7,298 trilhões no período. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a dívida corresponde a 76,8% (ante 77,1% em setembro).

Em 2022, a dívida pública foi reduzida em 3,5 pontos percentuais, passando de 80,3% para 76,8% do PIB. Em 12 meses, o recuo foi de 5,6 pontos percentuais.

Estimativas do governo federal apontam que a dívida pública deverá alcançar 74% do PIB até o fim deste ano.

Segundo o BC, a variação da dívida pode ser explicada por impactos de emissões líquidas, apropriações de juros e ajustes cambiais.

Além disso, de acordo com a autoridade monetária, o efeito do crescimento do PIB contribuiu para reduzir a dívida em 0,7 ponto percentual.

Dívida líquida do setor público

Em relação à dívida líquida do setor público não financeiro, que desconta os ativos do governo, houve estabilidade em outubro: 58,3% do PIB, o que corresponde a R$ 5,542 trilhões.

Setor público tem superávit

Como noticiado mais cedo pelo Metrópoles, o setor público registrou superávit primário de R$ 27,1 bilhões em outubro. O resultado é menor do que o registrado no mesmo mês de 2021, quando o superávit foi de R$35,4 bilhões, segundo o relatório de Estatísticas Fiscais do BC.

Nos 12 meses encerrados em outubro, o superávit do setor público consolidado atingiu R$ 173,1 bilhões, o que corresponde a 1,82% do PIB. O governo central e as empresas estatais apresentaram superávits de R$ 30,2 bilhões e de R$ 711 milhões, respectivamente. Já os governos regionais tiveram déficit de R$ 3,9 bilhões.

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