Custo da cesta básica tem queda em 22 capitais em setembro. Confira

As reduções mais expressivas foram registradas nas capitais Fortaleza, Palmas, Rio Branco, São Luís e Teresina

atualizado

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Felipe Menezes/Metrópoles
Cesta básica, supermercado, cebola
1 de 1 Cesta básica, supermercado, cebola - Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

O custo da cesta básica caiu em 22 das 27 capitais brasileiras entre agosto e setembro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (8/10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As reduções mais expressivas foram registradas em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%).

A queda no preço dos alimentos básicos reflete, segundo os órgãos, a melhora na oferta de alguns produtos e o arrefecimento de pressões inflacionárias que vinham pesando sobre o consumo das famílias.

Os menores valores médios da cesta básica foram registrados nas capitais do Norte e Nordeste, regiões onde a composição dos produtos é diferente das demais. Aracaju teve o menor custo, de R$ 552, 65, seguida por Maceió (R$ 593, 17), Salvador (R$ 601, 74), Natal (R$ 610, 27) e João Pessoa (R$ 610, 93).

Na outra ponta, São Paulo apresentou o maior valor médio, com a cesta básica custando R$ 842,26 em setembro.

No entanto, no acumulado de 12 meses, houve aumento nos preços, chegando a 3,87%, em Belém, no Pará, e 15%, em Recife, Pernambuco.

Cesta básica x salário

Em setembro de 2025, o trabalhador brasileiro precisou, em média, de 99 horas e 53 minutos para comprar os produtos da cesta básica nas 27 capitais do país, uma redução em relação a agosto, quando o tempo médio foi de 101 horas e 31 minutos.

O levantamento mostra ainda que, no mesmo período do ano passado, considerando apenas as 17 capitais com série histórica completa, o tempo médio necessário era maior, de 102 horas e 20 minutos.

Ao comparar o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, o estudo aponta que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 49,09% da renda para adquirir os alimentos básicos em setembro de 2025 ,ligeiramente abaixo dos 49,89% registrados em agosto.

Em setembro do ano anterior, o percentual era de 50,29%.

Confira quais alimentos foram responsáveis pela mudança em setembro:

  • Tomate: o tomate ficou mais barato em 26 capitais, com destaque para Palmas (-47,61%) e Campo Grande (-3,32%). Apenas Macapá registrou alta (4,41%), puxada pela menor oferta local.
  • Batata: já a batata teve queda em quase todas as cidades pesquisadas, exceto em Belo Horizonte (3,07%). As maiores reduções ocorreram em Brasília (-21,06%) e Porto Alegre (-3,54%), influenciadas pelo avanço da safra de inverno.
  • Arroz Agulhinha: recuou em 25 capitais, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). Mesmo com exportações em alta, o recorde da safra 2024/2025 manteve o mercado interno abastecido e os preços em baixa.
  • Açúcar: redução em 22 capitais, principalmente em Belém (-17,01%). A maior produção nas usinas paulistas e a expectativa de safra recorde na Ásia pressionaram as cotações.
  • Carne bovina: a carne bovina de primeira subiu em 16 capitais, com as maiores altas em Vitória (4,57%) e Aracaju (2,32%), reflexo da oferta limitada pela estiagem. Em outras 11 cidades, como Macapá (-2,41%), o preço caiu por conta da demanda fraca.
  • Café em pó: caiu no Rio de Janeiro (-2,92%) e Natal (-2,48%), mas subiu em São Luís (5,10%) e Campo Grande (4,32%), acompanhando o aumento do preço internacional.
  • Óleo de soja: alta em 25 capitais, com destaque para Belo Horizonte (9,03%), impulsionado pela maior demanda para produção de biodiesel.

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